30.11.02
Sábado de noite A árvore de natal foi inaugurada. Da minha janela não posso vê-la, mas logo ela se deslocará para o centro da lagoa. A Cora contou que o zepelim deu voltas em torno da árvore. Eu também acho ele lindo, o dia que eu vi parecia que eu estava num filme do Spielberg.

Calor daqueles. Estou comendo um Chicabom.



O melhor cheiro do mundo é o do protetor solar Sundown. Me remete a verão em Saquarema e a praias distantes nas quais nunca fui.



29.11.02
Zé, querido, feliz aniversário. Vou tomar um banho e estou indo praí.


Deleite Acabei de ganhar um presente. Quer dizer, S. que ganhou mas você entende, né? Minha cara. Eu fiquei encantada e vou abrir agora, aqui, ao vivo. Muito bem. Uma pasta, tamanho normal, escrito Um arquivinho do Poeta. Trata-se de Vinícius de Moraes. Vou abrir, atenção. Abri. Pera, vou pegar uma régua. Peguei. Uma biografia do poetinha, num livrinho de menos de 4 centímetros. Ok.

Respiro fundo. Um envelope cor de vinho, que se abre como uma flor. Dentro, o poema impresso A Rosa de Hiroxima. Sete fotos do poeta em forma de discos, grudadas umas nas outras. Humm. Outra folha: uma foto do poeta ao lado do Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Otto e Drummond. Trata-se de uma análise de Antonio Cândido. Mais, mais. Um fac-símile, em papel cor de laranja, de um bilhete do Tom, com ilustrado com corações, feitos por ele. O manuscrito de uma carta do Bandeira.

Em papel azul, um desenho de Carlos Leão e, dentro, o manuscrito de Soneto da separação. Yes. Um cartão, na capa, o mar, dentro um poema do Pablo Neruda dedicado ao Vininius, fac-símile, datado de 66. Tem mais. Um papel creme, com a charge de Chico Caruso, do poetinha caminhando entre as nuvens. Junto, a sua bibliografia básica.

Um postal de Barcelona, enviado por João. João? Cabral de Melo Neto? Diz que dentro de 15 diz vai operar a cabeça. João Guimarães Rosa? Hum. Leio o conteúdo mas mesmo assim não posso ter certeza de que João se trata. Burra.

Ai, meu Deus, o prazer que os papéis pode nos dar... Uma carta, batida à maquina, papel timbrado, aliás duas, escritas naturalmente em inglês. Repara: uma de Charles Chaplin, e outra de Orson Welles. Depois reproduzo. Mais: a partitura de um fox-trot chamado Loura ou Morena, música de Haroldo Tapajós e letra de Vinicius. A reprodução do retrato feito em óleo sobre tela, de Candido Portinari. A cópia de uma carta do Drummond para ele, aquela letra linda.

Felicidade pra mim é isso.


28.11.02
Meu aniversário Jantamos, Uólace, Helena e eu na Capricciosa, foi muito gostoso. Cardápio de sempre: as mulheres vêm de Júpiter e os homens de Marte. Ed Motta, Daniela Thomas e Adriana Varejão na mesa do lado. Ganhei uma camisa e uma calça comprida, de S. e também flores, com dois cartões. Helena me deu um anjo lindo, de madeira, roupa azul e asas brancas - artesanato brasileiro, bonitíssimo. S. trabalhou de manhã, de tarde e de noite.
:o

O escritor me mandou um email lindo e eu respondi com erros de concordância. Depois enviei outro e foi pior a emenda que o soneto. Recebi muitas mensagens queridas e respondi todas - espero que meu outtlook não me faça passar vexame.


27.11.02
Amanhã é feriado no blog. É meu aniversário e passarei o dia fora. Vou comprar de presente pra mim, os livros do Joaquim sobre o Antonio Maria. :)


Correspondência eletrônica

é um livro maravilhoso. E vc tem razão: que final ! O filme tb é bem legal. Vc viu ? O final de Primo Basílio tb é primoroso. Basílio caminhando nas ruas de Lisboa com um amigo que lhe dá notícias da prima. Ele leva um susto, sente muita pena, mas logo se distrai ... Basílio e Amaro são mesmo uns crápulas. E vc já ouviu falar que o filme mexicano de maior bilheteria da história - da história do México, que fique claro - é O Crime do Padre Amaro, do nosso prezado Eça ? Não levo fé. Parece que a trama foi bastante alterada. O protagonista é o mesmo ator de Amores brutos. Claro que vc não teve coragem de ver este filme. Estou certo ? É o da luta dos cachorros...É um filmaço, especialmente p/quem gosta de roteiros, como nós. Um beijo, Ayrton.


26.11.02
Casablanca faz 60 anos.


0:25 Luma de Oliveira foi a maior doadora pessoa física do PT. A modelo doou 27 mil reais.


Anos depois da guerra, depois dos casamentos, dos filhos, dos divórcios, dos livros, ele foi a Paris com a mulher. Telefonou-lhe. Sou eu. Ela reconheceu a voz. Ele disse: queria apenas ouvir sua voz. Ela disse: sou eu, bom dia. Ele estava intimidado, com medo, como antes. Sua voz começou a tremer de repente. E, com esse tremor, subitamente ela reencontrou o sotaque da China. Ele sabia que ela começara a escrever, soubera pela mãe, com que se encontrou em Saigon. E também sobre o irmãozinho, ficara triste por ela. E depois não soube mais o que dizer. E depois lhe disse. Disse que continuava como antes, que a amava ainda, que jamais poderia deixar de amá-la, que a amaria até a morte.

Final do livro , de Marguerite Duras. Um dos meus finais de livros predileto.


25.11.02


Tevê Sexta-feira vi um pedaço do patético programa da Monique Evans - mas responda o que não é patético na Rede Tevê? Fiquei com tanta pena dela - está surtadíssima! Queria comentar mais sobre televisão mas não tenho visto nada, é tudo muito ruim. Ver programação trash é bom mas você tem que estar no clima. Não é o caso.


23.11.02
Sábado Hoje fomos a feijoada da Bené, no Palácio Guanabara, só para jornalistas. Foi muito bom, ela mesmo fez a comida, que estava deliciosa. Usou um daqueles vestidos coloridos africanos e recebeu a todos com muito carinho.

Contou que nunca entra na cozinha do Palácio e a agenda dela estava muito cheia, encontro com ministro e tal, então às cinco horas da tarde de ontem ela foi na cozinha e não sabia onde ficava o quê e perguntou aos empregados "Vocês não tiraram o sal das carnes?". Não sabiam que era para tirar e ela disse "usei todas as minhas técnicas" e realmente não estava nem um pouco salgada.

Foi um discurso engraçadíssimo e amoroso. Prometeu uma feijoada no Chapéu da Mangueira, por que lá "tem mais charme". Também conversamos bastante com o Pitanga, sobre cinema e, principalmente, Glauber Rocha.

Ela fez o pratinho dele, que foi o primeiro a ser servido.


22.11.02
Classe Li no jotabê que a governadora eleita do Rio foi convidada para um jantar-sentado em sua homenagem, marcado para às sete e meia da noite. Ela e o marido chegaram às nove e quinze. Ela vestia calça stretch e blusa de jérsei. Ambas cor-de-rosa, claro.





Adoro isso
as cigarras cantam
dia sim
dia não
o ócio fragmentado
os japoneses
Poemas em papéis rasgados
O medo do ridículo
que nem todos têm
dividir a vida com alguém
& ainda assim
imaginar coisas.

86


21.11.02
Insones famosos
Marlene Dietrich
Kafka
Judy Garland
Groucho Marx
Roosevelt
Talluah Bankhead
Alexandre Dumas
Mark Twain






Gente muito fina Meu professor de inglês pegou um táxi e o motorista contou pra ele que há pouco tempo levou o Zeca Pagodinho para Xerém. Durante o percurso ele perguntou se o taxista tinha uma caixinha de fósforos. Pegou a caixa e foi cantando "...Deixa a vida me levar...". Quando chegou lá pagou a ida e a volta e ainda convidou o cara para tomar uma cervejinha. É por isso que eu digo: Zeca Pagodinho, você é o má-xi-mo.


20.11.02
Exclusivo bloWg Cabeças Cortadas. Não convidem para dividir uma saladinha no Fazendola, Leilane Neubarth e Renato Machado. Um desentendimento sério entre eles - devido a uma edição feita por ele, numa matéria realizada por ela, na Índia - teria sido o motivo do afastamento da apresentadora do Bom Dia Brasil. Sua ida para a GloboNews ainda não é oficial mas os dois não fazem mais pendantno noticiário global.


19.11.02
Terça Encontrei Uólace na rua e almoçamos juntos, num restaurante do Jardim Botânico. Beth Lago estava lá, ela parece super poderosa, não é? Estou fazendo cartões reciclados com colagem de folhas de árvores para o aniversário do J. Tudo indica que entrarei madrugada a dentro.

Lendo Sabino mas, sabe, Mariana N., me decepcionei um pouco quando vi que eram só as cartas dele, sem as respostas dos amigos. Porque tenho muito interesse no Otto Lara, que conheço muito pouco, só das crônicas que ele escrevia, às vezes, na segunda página da Folha. Mesmo assim estou gostando, cartas são sempre cartas e o Sabino é craque.

Amanhã é dia de Zumbi, dois anos atrás eu estava em Sampa e aviões sobrevoavam nossas cabeças.

Minha vida anda tão movimentada que por pouco não durmo no meio.


18.11.02
McCartney sacaneia Lennon

O ex-beatle Paul McCartney ainda padece de um sentimento de inferioridade quando o assunto é John Lennon. De acordo com o tablóide inglês The Sun, McCartney teria alterado os créditos de diversas composições da dupla colocando o seu nome na frente do nome do parceiro. São 22 as canções de seu novo álbum, Back in the US 2002, que tiveram as assinaturas trocadas: de Lennon & McCartney para Paul McCartney & John Lennon. (Isto É)



15.11.02
Notícias do feriado Meia-noite e chove. Vi na tevê Gisele Bündchen desfilando, enquanto a passarela era invadida por militantes do Peta, com cartazes de protesto contra a modelo, que se fez de desentendida. Cinema (Vou para casa, de Manoel de Oliveira) e cerveja. De novo (!) encontrei com Mario e Cristinha, e soube que ele teve um infarte este ano, o que me deixou passada. Agora abri meu correio eletrônico e tinha uma mensagem linda, da Cora - pra quem eu mando um beijo..


14.11.02
• Silêncio de um minuto - Noel Rosa (por Araci de Almeida). Canção dorida do inexplicável Noel.
• Disritmia - Martinho da Vila. Martinho faz parte do primeiríssimo time da música popular brasileira. Com músicas como esta, cuja letra, definitivamente, não é "popular".
• Zorba, o Grego (do filme). Do filme clássico, com a interpretação única de Anthony Queen.
• Felicidade - Lupiscínio Rodrigues (por Caetano Veloso). Nitidamente de cunho popular, até mesmo folclórico, numa apropriação de Lupiscínio. Caetano revalorizou-a.
• Sodade - Cesária Évora. Cesária numa de suas melhores interpretações.
• Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré. Com duas ou três palavras trocadas poderia ser o hino nacional.
• Milord - Edith Piaf. Acho que a Piaf fez pra mim. Por isso está incluída.
• Cotidiano - Chico Buarque. Excepcional, como 97,5% do que Chico produz.
• L'uomo in Frac - Domenico Moduygno. Pouquíssimo conhecida, acho a temática sedutora.
• Mano a Mano - Carlos Gardel. Memórias, momentos, passado.
• Sweet girl, stay a little longer - Harry Nilson. Harry, íntimo de John Lennon, inclusive em brigas públicas, é um cantor de interpretações interiorizadas num repertório precioso.
• Ne me quittes pas - Jacques Brel. Quem sabe um pouco da vida do cantor, a maneira como canta esta música é ainda mais pungente.
• Dois pra lá, dois pra cá - João Bosco/ Aldir Blanc. O clássíco deste casal - Bosco x Blanc, que pouco depois se separaria.
• Ontem ao luar - Vicente Celestino. Não, não se pode esquecer, quem ouviu, claro, Celestino. É, o do Ébrio.
• Le ciel du Paris - Edith Piaf. Nada a dizer. É demais conhecida.
• Manhã de Carnaval - Astrud Gilberto. Ouvi-a muitas vezes, com o próprio Bonfá e o Bom-Maria (bem, hein, Maria) em outras noites de outras galáxias.

As músicas prediletas do Millôr.

Again Lavei a louça, varri o chão, fiz as camas, joguei os jornais velhos fora.Varri as louças, joguei as camas, fiz o chão, lavei os jornais. Lavei as camas, fiz a louça, joguei o chão, varri os jornais. Fiz os jornais , varri as camas, joguei as louças, lavei o chão.

De noite, cineminha.
Para Gisele B. 

12.11.02
Embora um ano atrás eu tenha me juntado aos indignados com Almodóvar, amanhã vou ver Fale com ela, digamos assim, por ordens médicas. Não sei se vou gostar do filme, talvez sim. Mesmo que eu adore, meu protesto continua e continuará sempre, tenho horror a touradas, brigas de galo e rodeios. Deixo aqui o comentário do Tiago, que provavelmente também será o meu: "Só me desagrada a primeira cena de tourada, mesmo sendo linda, não consigo achar poético um bicho sendo morto com requintes de crueldade. Tourada só é maneiro mesmo quando o Touro vence".


"O melhor da vida são as ilusões" Balzac


I. está de férias e seja lá o que Deus quiser. Helena me mandou várias receitas ótimas por email e hoje amanhã vou fazer essa. Podem copiar :)

Salada de batata alemã

Descasque cerca de 6 batatas, corte em rodelas de 1 cm de espessura e ponha em água já fervente até que fiquem cozidas, mas não muito moles. Escorra e reserve. Enquanto esfriam, misture numa vasilha grande 1/2 cebola grande crua bem picadinha, 1 xícara de salsinha picadinha, suco de um limão com bastante caldo, sal, pimenta, 1 xícara de maionese e uma xícara de creme de leite fresco de garrafinha leco, ecila ( não pode ser de lata nem de caixinha em hipótese nenhuma!) Misture estes ingredientes com batedeira ou com bastante força com as mãos, corriga o tempero e depois misture DELICADAMENTE as batatas com colher. Sirva fria acompanhada de mostarda Heinz e salsicha Berna grossa cozida em água.

Hoje vou fazer batata assada.


09.11.02
Os livros ao pé da cama

Ela é romântica como uma adolescente. Visceral. Caótica. Ela chora como uma menininha. Cria diálogos tão convincentes durante suas madrugadas insones que chega a acreditar que eles aconteceram. Viajandona. Doce, Áspera. Virginal.

Sou eu? Nãoooo. É um trecho de Divã, de Martha Medeiros. Junto estou lendo Rubem Braga, Saramago, e as cartas do Sabino. Ah, e o Demônio.

Ler é apenas lazer. Depois acabo esquecendo tudo mesmo.


08.11.02
Extra! A crise da Globopar já atingiu a Rádio Globo. Os comunicadores Antonio Carlos e José Carlos Araújo tiveram seus salários reduzidos e um dos diretores foi mandado embora.


Reflexões ao sol Marina e Ana não conseguem se moldar ao que se espera. Helena também não, mas às vezes finge tão bem que é como se conseguisse.


07.11.02
Minhas cenas favoritas do cinema

Achei ótima a idéia da melhor cena de cinema. Mas tenho dificuldade em lembrar da que mais me impressionou. A que me vem primeiro é a do final de Noites de Cabíria, do Fellini. Giuleta Masina, literalmente na rua da amargura, depois de abandonada e roubada pelo noivo, consegue sorrir diante da alegria de um grupo de jovens. Tudo embalado pela trilha sonora deslumbrante do Nino Rota. Ayrton Chaves

Desde a cena final de "O Sétimo Selo", em que a Morte caminha no alto de uma colina de mãos dadas com seus novos convidados, até a delicadeza da seqüência em que Meryl Streep abre a caixa de memorabilias amorosas guardada anos a fio pelo personagem de "As Pontes de Madison", há muitas recordações inesquecíveis que o cinema gravou em minha memória.





Mas eu gostaria de resgatar uma cena em específico. O filme é Beijos Proibidos, do mestre François Truffaut, segundo longa protagonizado por Antoine Doinel, o mesmo personagem de Os Incompreendidos, e sempre interpretado por Jean-Pierre Léaud. Na seqüência, Antoine está sentado em um banco de praça ao lado da mulher por quem está apaixonado, Christine (personagem interpretada por Claude Jade). Ela está sendo seguida semanas a fio por um misterioso homem. Eis que finalmente o estranho resolve lhe dirigir a palavra. Diz ele:

- Nunca havia provado o gosto do amor, até que conheci você. A vida é repleta de experiências provisórias, de pessoas provisórias. Mas eu sei que, para você, serei definitivo. Não estou pedindo para que você me diga "sim" neste momento. Eu lhe darei um tempo para pensar. Quero apenas que você saiba que eu a amo, muito. E que estarei aqui, para você, sempre.
O homem vai embora. Christine e Antoine se entreolham, espantados, em silêncio. Até que Christine lhe diz:

- Esse homem é completamente louco!

Amar não é para amadores... :) Alexandre Inagaki




Hoje me lembrei de uma cena maravilhosa, que abalou ainda mais a minha sempre frágil estrutura emocional. É uma cena do filme Highlander, de 1986, como o Christopher Lambert e o Sean Connery, no papel de guerreiros escoceses imortais. A cena que eu destaco do filme é a que Connor MacLeod [Lambert] vê o tempo passar, vivendo numa casinha com a esposa, que vai envelhecendo, envelhecendo, até morrer. E ele continua igualzinho o que era antes e cuidando dela com tanta delicadeza, carinho e amor, como se nada tivesse mudado pra ela também. E a trilha sonora da cena é uma música do grupo Queen
Who Wants To Live Forever.
Who wants to live forever
Who wants to live forever
Who dares to love forever
Oh oo woh, when love must die

Eu vi o filme em vídeo e voltei naquela cena umas dez vezes e chorei, chorei, chorei, chorei, chorei, chorei, chorei, chorei, chorei, chorei, chorei .....Fer

Lembra da Noviça Rebelde? Quando eles cantam Edelweiss em despedida, naquele festival e o povo todo canta junto? E a cena da fuga da família, quando eles saem do convento, o carro dos nazistas não pega, a freirinha mostra pra madre a peça que tirou e a madre perdoa? A fuga toda é linda... Bia

Aquela cena final de "O Planeta dos Macacos" (versão original, não essa palhaçada do Tim Burton), em que o Charlton Heston encontra a Estátua da Liberdade enterrada na areia da praia e chega à conclusão de que esteve o tempo todo na Terra (já destruída por nós), soltando as célebres frases: "Oh my God, I'm back... I'm home! All the time... They finally, really did it. You maniacs! You blew it up! God damn you! God damn you all to hell!" Alexandre





Então vai uma que eu adoro sempre que revejo o filme. Audrey Hepburn e Cary Grant em Charade, ela a certa altura muito irritada com ele:
-- Do you know what's wrong with you?!
E, depois de dar aquela olhada de alto a baixo naquele homão:
-- Nothing is wrong with you...
Outra maravilhosa é aquela cena clássica do Harrison Ford gripado Jones, em que ele é encurralado num beco por um assassino, lembra? O camarada olha duro para ele e faz mil malabarismos com uma cimitarra; ao que, calmamente, Harrison Ford saca de uma pistola e acaba logo com aquela palhaçada. Cora

A imagem mais forte que veio a minha cabeça agora, foi uma cena do filme "A outra história americana". O personagem, do brilhante ator Edward Norton, agride brutalmente dois negros. A cena, genialmente dirigida por Tony Kaye, é em preto em branco. O personagem de Edward esmaga com o pé a cabeça de um dos homens no meio-fio. De repente, ouve-se sirenes. O som se “cala”. A polícia chega e rende o agressor. Sem que nada seja dito, ele vira o corpo de um jeito insolente com as duas mãos na cabeça. Bem no meio do peito uma enorme tatuagem da suástica. Para mim a imagem é fortíssima. O clímax é fantástico. A fotografia maravilhosa. Essa cena nunca saiu da minha cabeça. Mel

Nunca vou me esquecer de E.T. Tinha 11 anos quando foi lancado e eu amo esse filme com todas as minhas forcas. Quando E.T. chega à casa do Elliot e se esconde na pequena casinha que guarda as ferramentas para cuidar do jardim. O menino sente que tem alguma coisa ali e, apesar de toda a família disconfiar que seja um coyote, Elliot vai dormir na cadeira em frente ao casebre. Quando escuta um barulho e joga M&Ms pra testar o que sabe e sente – que não é um coyote, mas alguma outras coisa. Adoro quando o E.T. devolve os M&Ms. :c) Maria



Agora estou a lembrar-me da cena em que a Anna Magnani afia as facas de trinchar no filme Le Carrosse d'Or do Jean Renoir. E do jantar dos mendigosda Viridiana do Buñuel. Luísa

Do filme "Butch Cassidy and the Sundance Kid" quando Paul Newman leva Katharine Ross pra passear de bicicleta com a trilha "Raindrops Keep Fallin` On My Head "....
E do filme "The Goonies" quando o personagem Sloth chega com o Lawrence (Gordo) pra salvar os outros Goonies dos Fratelli no navio pirata do "Willy o Caolho". Paulo


A cena de filme que mais gosto é a cena final do Blade Runner, quando o replicante interpretado por Rutger Hauer está morrendo, sob a chuva no telhado, e ele solta uma pomba que estava segurando. Rossana

Minha cena preferida é a do filme "Les Amants du Pont-Neuf", quando Juliette Binoche e Denis Levant saem correndo pelas ruas de Paris, uma paisagem de trapos, uma dança de mendigos, muita cor amarela e os fogos de artifício (comemoração do bicentenário da Revolução Francesa) espocando, em um balé demente. Aquilo transpira arte, aquilo é arte literalmente em estado bruto.Alessandra



(detalhe charmoso: Juliette Binoche que fez o desenho do cartaz)

É uma cena de Amarcord, de Fellini, onde o garoto está andando através de um intenso nevoeiro e de repente ele se vê frente a frente com um touro branco, imenso. Este filme tem cenas inesquecíveis, é o meu filme favorito... Denise Feijó

Adoro cinema, mas não sou tão viciada que consiga me lembrar em detalhes de alguma cena marcante. Sou absolutamente viciada em música e adoro quando posso juntar as duas coisas - música e cinema. Gosto da cena dos Beatles no filme Help cantando You're gonna lose that girl num estúdio. Me lembro que cada detalhe, em especial da atmosfera meio que enfumaçada da cena. Eu era louca pelo George Harrison e prestava atenção até nos perdigotos que eram visíveis na iluminação difusa do estúdio. Fui beatlemaniaca dos 13 aos 17 anos (claro que com a idade a gente fica menos maníaca, mas sou eternamente fã dos Beatles). Assisti Help 28 vezes no Cinema 1, aquele que existia na Prado Junior. Eu e uma amiga entrávamos às 14 horas e assistíamos uma sessão atrás da outra até às 22 horas. Assisti A Hard Day's Night 32 vezes! Coisa de gente maluca, né? Quando que um dia poderia imaginar que viria trabalhar na gravadora dos Beatles? Há dois anos atrás quase falei com George Harrison, mas acabei falando somente com o empresário dele, mas isso já foi bastante exciting! Marcia Aguiar



Aquela cena linda da Audrey andando pela rua, com alquele chapelão em Bonequinha de luxo, sabe qual?? Que ela pára na frente da vitrine da Tiffany’s. Ah, esta cena me assombrou a infância inteira. E também a sequência toda que a Shirley MacLaine canta pro Jerry Lewis na escada, lembra desse filme? Artistas e modelos...? Meu, é genial aquilo, genial.... Fal

Difícil dizer mesmo, mas a primeira que me veio à cabeça quando li sua pergunta foi a cena do Tim Roth em 'A Lenda do Pianista no Mar', do Tornatore, tocando piano dentro do navio, o piano 'dançando' pelo salão e ele tocando, tocando, tocando, sem parar. Você assistiu a esse filme? Maravilhoso! Funny Valentine

É a cena de Harrison Ford Jones e a Última Cruzada, quando ele está atravessando uma série de armadilhas perigosas, em busca do Santo Graal, até que se depara com um precipício, do outro lado do qual está a caverna com a taça.Impossível chegar do outro lado! E ele lembra de umas palavras: 'aquele que tiver fé conseguirá' ( ou algo
assim ). Ele poderia retroceder ( se bem me lembro ), mas não o faz. Encara o precipício, respira fundo, estende uma perna, fecha os olhos,e..... surpresa! percebe que há uma ponte, antes invisível. Aí joga aquele pó e a ponte se desenha na sua frente.Na hora em que vi a cena não fazia idéia de quão forte foi a impressão que me ficaria gravada. Esta é uma cena emblemática, perfeita, espetacular, emocionante, pra mim. Vania




Uma que me deixa chapada é quando a Ellie, identifica pela primeira vez uma mensagem extraterrestre em Contato. Ela está deitada de olhos fechados em cima do capô do carro em frente ao grand canyon com as antenas ao fundo, ouvindo o céu como sempre, parece mais uma varredura de rotina, quando começa aparecer o sinal no monitor lá na base, sem que os assistentes se dessem conta e o som começa a tomar conta da cena e a camera começa a focalizar cada vez mais perto os olhos fechados da Ellie; é quando ela identifica pela primeira vez o som que está ouvindo e abre os olhos e a camera ali bem dentro do olho dela iau! a cena que se segue é o máximo, eu sempre fico todinha arrepiada. é demais:) Angela



06.11.02

Segundo o Jornal do Brasil , a Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) pretende levar adiante a campanha contra a modelo Gisele Bündchen, que posou para Vogue inglesa, com o corpo coberto por pele de lontra. Para Dan Mathews, porta-voz da ONG, "Gisele é uma sanguessuga brasileira. Só pernas e nada de coração".

Piti Antes mesmo de começar a desgovernar o Rio, Dona Rosinha ficou nervosinha e está processando os jornalistas Artur Xexéo e Mauro Rasi. Participe do abaixo-assinado para dar um freio na censura que, cá entre nós, ninguém aguenta mais. Deixe seu protesto lá na Cora.


05.11.02
Que cena de cinema você mais gosta?

Difícil dizer mas tem uma que eu adoro, do Harrison Ford Jones e a Última Cruzada. É quando o herói, ainda rapazinho (River Phoenix) está lutando com o vilão num navio e perde. O cara então dá para Harrison Ford o seu chapéu, que viria a se tornar uma das suas marcas, e diz: “Vc perdeu mas não precisa se acostumar com isso”. Chapéu colocado, Harrison Ford levanta o rosto e então surge na tela enorme o close de Harrison Ford.







03.11.02
É impressão minha ou  tem anúncio de automóvel e celular na televisão?

Mas sexta de noite, o oásis: Roberto D'Ávila entrevistando Drummond.


Querido diário, ontem fomos ao shopping trocar umas roupas e comprar livros. Comprei O Demônio do Meio-dia e S. comprou um livro sobre Roosevelt. Depois fomos ver Cidade de Deus mas a lotação estava esgotava. Encontramos Cristininha e Mário, foi bom. Comemos comida japonesa e passamos a noite lendo, sob o edredon. Hoje pegamos bastante sol, enquanto líamos os jornais e as revistas semanais. Fiz omeletes no almoço e falei com o meu filho no telefone.

Uma coisa que tem me dado muito prazer é passar as tardes estudando história com a Clarinha :)





Kim Basinger - Beleza não é vestir o casaco dos outros.

Os Monstros É decepcionante que a bela Gisele Bundchen, com todo o poder que exerce no mundo da moda, tenha aceitado desfilar usando casacos de mink, incentivando a matança destes animais. O visom, a chinchila, a lontra, a raposa, a foca e o esquilo são os animais preferidos dos estilistas que estão nessa onda: Fendi, Dolce & Gabbana, Lacroix, Gaultier e Max Mara. Quem já viu algum documentário sobre o modo como é a feita a matança para a retirada da pele não pode ter deixado de se constranger por pertencer a raça humana.

USAR CASACOS DE PELE É CAFONA!


02.11.02







Sobre Marilyn: Ela mandou todos saírem do quarto, fiquei até sem meu assistente. Um pouco depois ela retornou envolta apenas num lençol branco. E me convidou para ir para cama com ela. Eu fingi que não entendi e comecei a fotografar. A reação dela foi continuar a me seduzir mais e mais com o corpo, as palavras, o movimento. E se você olhar as fotos com atenção pode notar tudo isso.

(Parte da entrevista de Douglas Kirkland, no suplemento Ela, O Globo.

Veja a série completa de Marilyn aqui.




Gentinha O óleo de soja subiu 300% em dois meses. A farinha de mandioca subiu 100% na semana passada. O milho passou de 10 reais para 23, o saco. O açúcar dobrou de preço.

Que sacanagem com o Lula! Que sacanagem com o Brasil!



saia justa A Telemar está com duas peças publicitárias prontas para ir ao ar, no Nordeste. Mas resolveram suspender alegando "motivos técnicos". A garota-propaganda dos anúncios é a atriz Regina Duarte.