29.11.10




Edição extraordinária

Existe vida fora da internet? E-xis-te. Estou sem internet há quatro dias (virtualmente =15, porque o tempo é diferente). Fiz tanta coisa, praticamente resolvi minha vida. Dei ordem, pela primeira vez, aos armários da cozinha. Só o que fica debaixo da pia fucionava. Daí fiz um só de louças leitosas; outra de tapeware, e coisas baguncinhas por natureza; outra só de travessas e outras coisas de vidro transparente etc. Gostei de fazer. Também de lavar roupas direto, limpar o congelador - coisas vencidas em abril, ou antes. Fiquei bem menos ansiosa.

Nutricionistas estão recomendando o bom e velho açúcar. Aspartame, principalmente, é a morte.

Saí para resolver coisas, sem pressa. Li, escrevi (no papel, porque não tem nem word no meu computador. Escrevi pouco, é verdade). Saí no Ig.  Vi "Tudo junto e misturado", "Os Normais", e assisti a guerra direto, pela televisão. Algumas pessoas falam mal da GloboNews, mas é pra lá que a gente corre. Foram dias meio zen,, ganhei um poema. 


Ontem estava zapeando, caí no Viva e simplesmente o Oliviê estava fazendo carinho num coelhinho. Desliguei correndo. Ouvi Maria Bethania e Jack Johnson. Estou no notebook da Clarinha. Meu comp. pifou. Venho na internet de manhã e de noite, mas só abrir o Gmail. Este post é edição especial.

S. mandou Clarice na cabeceira - crônicas, nem sabia que existia. Como no anterior, de contos, personalidades escolhem sua predileta: Caetano, Marília Pera, Ferreira Gullar etc. Fiquei felicíssima. Já tinha lido o de contos, que Luciana me deu. É ótimo.

(Seinfeld. Aviso na seção de celulares, das Lojas Americanas: Não trocamos por motivo de insatisfação. Hahaha: rancor. Gente, pelo amor de Deus, vocês não percebem que os sinais são diários?).

*Na verdade tenho nojinho de tapeware. É mais pra quando tem alguma coisa aqui em casa, tipo aniv., tia, primas etc levam pedaços de torta. Adoro família. Adoro.





"Chamar o Padilha pra opinar sobre a violência é como consultar o Spielberg no caso de invasão marciana". (através de @mizarela, do original @nauetamashiro)



24.11.10
Hoje tinha pouquíssima gente na rua. Cogitei não ir ao médico em Copacabana, mas não queria ser totalmente refém do medo (nome de filme tela quente). Depois fui fazer pilates, o clima da cidade estava bom. Vi dois policiais barrigudos. MC uma vez viu um PM comendo um joelho e tomando cerveja. Cada vez que ia dar um gole se escondia atrás do carro. Muita classe, hein. Bom, fica a dica se você quiser saber notícias do Rio, sem boatos: Casos de polícia. Eles fazem twitcam, é bem legal. Mas não quero pensar nisso. Acho que negociações já devem ter sido feitas (Tropa de Elite 2).

Ouve só, fui ao supermercado ontem comprar uma lata de milho (arroz maluco). Fui pro caixa e na minha frente um casal ia tirando as compras do carrinho: parecia que iam para um abrigo. No caixa ao lado, veja bem, uma mulher com carrinho abarrotado, tipo as coisas meio caindo. Ela olhou pra mim, depois olhou pras compras dela. Usava uma camiseta com a frase DEUS fez o homem, achou que podia fazer melhor e fez a MULHER. Quer dizer. Ela não se ofereceu para eu passar na frente, não quis gastar cinco minutos para fazer uma gentileza. 


Não consigo nem sequer compreender porque uma pessoa age assim. Fiquei dividida: metade serenity now, metade Elaine no metrô indo para o casamento das amigas. Calma porque eu só tinha duas opções, começar a gritar ou esperar quieta. Parto para o serenity now, Elaine por dentro, um horror de combinação.




No domingo de manhã estávamos na garupa de uma moto, na Rocinha, a convite de um amigo que mora lá. Fomos ao ponto mais alto ver a paisagem. No dia seguinte o morro tinha se tornado uma grande praça de guerra. A diarista disse que hoje estão todos armados até os dentes. Barricadas etc. Meninos que mal conseguem aguentar o peso das armas. A PM ontem foi pra rua. Um policial parado na Jardim Botânico bebia um Kisuquinho. Realmente mete uma moral.

O engraçado é: tive medo de ir à favela? Sim. Mas muito mais medo de ir ao hotel em Copacabana ontem. Porque a polícia estava procurando um caminhão com 600 quilos de bombas que serveriam para detonar monumentos do Rio. Quase amarelei. 


Vou ao médico agora de manhã. Me telefonaram dizendo que tem uma van pegando fogo em Ipanema. Estou atrasada. Quero mandar um beijo pra Bia Amorim, que me convidou para degustar comidinhas do novo cardápio do Pérgula. Ela estava a trabalho, o que tornou tudo mais divertido. Muito champanhe, e a delícia das delícias: azeite sólido, uma invenção do chef. Você usa como se fosse manteiga. Mmmmmm.

Cidade partida.



23.11.10
E eu falando de princesas.






Um dos emails mais bacanas e lúcidos que recebi quando lancei o Diário. O nome foi trocado a pedido do policial.

Oi, Marina, tudo bem?
Meu nome é Pedro. Tenho 32 anos, casado, policial federal há 12 anos.... E bipolar.

Essa doença, quando ainda não havia sido diagnosticada, por inúmeras vezes colocou a minha vida, e de várias pessoas ao meu redor, em risco. Imagine um bipolar portando uma arma e com o poder que um policial detém.

Ainda acho que é um milagre eu não estar morto ou preso. E imagino quantos como eu estão em profissões incompatíveis com essa doença.

Há poucos anos estou estabilizado.
Escrevo para parabenizá-la pela coragem de expor às pessoas os dramas que sofremos. Espero que tenha lido o livro da psicóloga Kay Redfield Jamison (Uma Mente Inquieta).
Atenciosamente,

Pedro

Ainda tem essa. O despreparo psicológico dos policiais. Fora tudo aquilo que você já sabe.


Eu tenho medo Ouvi dizer que as facções vão se unir: todas contra a polícia do Rio de Janeiro. Veja bem, elas com armas de última geração, e a gente com nossos revolverzinhos que esguicham água. Sérgio Cabral limpa os morros e, sem opção, os envolvidos no tráfico de drogas vão para as ruas tocar terror. Arrastões no Jardim Botânico, bombas em Copacabana, tiroteios na cidade inteira, carros incendiados, metralhados. Tornou-se inviável morar aqui.

O tráfico não vai acabar. Todo mundo sabe que os interesses são muitos, todo mundo viu Tropa de Elite, e as imagens de Brasília. A única solução, acho, é a liberação do tráfico nas favelas*. Não que eu ache essa ideia ok, sei que não é politicamente correta, nem socialmente aceitável. O interessado em comprar drogas teria passe livre para subir o morro. A corrupção policial perderia a função. E quem não quer saber de drogas ficaria em paz.

Os bandidos, desempregados, agora entram em restaurantes para assaltar os clientes. O que o governador sugere a um cara que ganha 500 reais por semana? Que ele tenha uma crise de consciência e arrume um emprego honesto para ganhar 500 por mês? Não adianta acabar com o tráfico nas favelas porque já existe uma estrutura pronta. Se não podem vender drogas vão fazer o quê? É muito fácil deixar o Dona Marta limpo para inglês ver.

A legalização das drogas também não resolve o problema da violência. Acho engraçado quando dizem que é um modo de acabar com o tráfico. É pra rir? Empresas de cigarro já têm logotipos para quando a maconha for liberada. Os traficantes armados até os dentes terão que mudar de negócio, e sequestro é a opção mais óbvia.

A PM vai colocar todos os policiais na rua. Operação fecha quartel. O carioca está f.

*Sei que não é a solução ideal. Mas qual é a saída? O Galeão?


22.11.10



Não se faz mais princesas como antigamente. Que bom. Grace Kelly se tornou alcoólatra e infeliz. Seu casamento foi um acordo. Mônaco estava fora do mapa, e Onassis aconselhou seu amigo Rainier a se casar com uma atriz de cinema, para lançar os holofotes sobre o principado, que sobrevivia de cassinos. Cogitaram Marilyn Monroe, mas ela era doida demais. This is the girl ficou sendo Grace Kelly, que já era princesa por natureza, mais bonita do que todas as princesas da nossa infância. Juntas. O príncipe não amava a princesa. Ela morreu num acidente de carro.

(Espero que as mães hoje em dia transformem as histórias, e digam que Cinderela não era lindíssima, mas bonitinha. Minha amiga contava, "daí Branca de Neve acordou e exclamou 'estou atrasada pra aula da faculdade!')

Fomos envenenadas pelos contos de fada ---> Anais Nïn.

Diana sempre adoradíssima, porém sua graça era justamente ser princesa. Viajava para a África e segurava no colo crianças esqueléticas. Os paparazzi a amavam. Repetia vestidos. Ignorada por Charles, sofreu muito, ficou anoréxica, teve depressão, se jogou do alto da escadaria do palácio. Ele a traía, ela traía também. Se divorciou, e morreu com 36 anos, apaixonada, no mesmo acidente que o namorado Dodi Al Fayed.

Kate Middleton (ok, futura Lady Kate) é plebéia, filha de empresário e ex-piloto de avião, e mãe aeromoça. O Wikipédia me conta que seus antepassados eram operários e carpinteiros. William se apaixonou por ela. Os tablóides começaram a criticar as atitudes da garota, que vivia na night, e não trabalhava. Até a rainha reclamou. Daí ela foi rapidinho para a empresa Party Piece, de seus pais, fazer a fotógrafa. Largou tudo quando William foi para o exército. Foram morar juntos. Quando se casarem vão continuar morando na mesma casa, em North Wales. William conhece a avó que tem.

Minha princesa foi Caroline, 70's, época moderna, ela não barbarizava (como sua irmã faria mais tarde), mas era dona do seu nariz. Casou com o playboy Philipe Junot, charmosíssimo, mas logo o casamento foi anulado pelo Papa - era fruto de uma aposta. Ela sofreu. Depois casou, grávida, com o italiano Stefano Casiraghi. Tiveram três filhos, mas a felicidade durou pouco. Ele morreu ao 30 anos num acidente de barco. Caroline partiu para o terceiro casamento. O príncipe Ernst August V de Hanôver era casado e pai de duas crianças quando eles começaram a namorar secretamente. O multimilionário se divorciou de sua mulher depois de 16 anos de casamento e se casou com Caroline numa cerimônia discreta. Ela tinha 42 anos., era dia do seu aniversário (Li na Folha). O marido é muito louco. Em 1998 quebrou o nariz de um fotógrafo com um guarda chuva, e dois anos depois assaltou uma boate no Quênia. Caroline tenta segurar a onda.

(depois eu reviso)




Kate Middleton quem?



A tal coisa super legal. Estava conversando com MC e não lembro porque falamos daquela história de Nova York (Caetano gosta de escrever Nova Iorque. Meu mestre Wambier ensinou que jornalisticamente é Nova York) - ela perguntou o nome inteiro do Gabriel (ver em O Diário de uma Bipolar), foi no Google, e em minutos tivemos notícias dele. Pouca coisa, não deve curtir redes sociais ---> é a cara dele. Mandei email, voltou.



Quando estava lançando o livro, meu filho disse que hoje, provavelmente, Gabriel devia ser funcionário de uma multinacional. Nada disso. Em 1998 foi candidato a deputado federal pelo PV, em São Paulo. Sua plataforma: descriminalização da maconha. Ora se não é ele.






Ouvindo:  Joana Francesa.


Acorda, acorda, acorda, acorda, acord'accord

Bb7M F7(b9/13) Bb7M F7(b9/13)
D'accord, d'accord, d'accord, d'accord, d'accord, d'accord, d'accord
Bb7M Bbº
Acorda, acorda, acorda, acorda, acord'accord

Meu trabalho é escrever, aqui, no papel, no guardanapo, no canhoto. Mas não é aceito pela sociedade. Tb trabalho como voluntária na proteção animal, aspas, sou minúsculo grão no oceano. Trabalho tem que ser remunerado para ser trabalho. Quer dizer.

Então digo escrevendo um livro, e fica tudo ok. "Nem acredito que vou ter uma amiga escritora" - disse Aline quando nos rencontramos, às vésperas do lançamento do Caderno de Cinema. E sempre sou apresentada assim, "Essa é a Marina, ela é escritora". Qualquer dia não vou dizer nada, mas fico sem graça porque escritor pra mim tem que ter três livros, e já escrevendo o próximo. Mas agora vou deixar. Minha amiga falou "Você é difícil de receber elogios". Alexandre, psicólogo, disse a mesma coisa. Penso: o mundo é fake mesmo. Então não vou mais falar nada, vou dizer "obrigada".

Uma vez falei para MC como a internet é maravilhosa. Por ser democrática, você pode ser editor de imagens, escritor, fotógrafo, comentarista, entrevistado na tevê (twitcam), disque Jóquei, e até dono de fazenda. Ela falou: "Mas na vida real a pessoa não é nada". As aspas são minhas. Existem argumentos de defesa?

A casa está uma baguncinha, aliás, nem tá. Só meu quarto. Depois vou colocar o frango no tempero.

Parênteses: aproveitando o gancho, às vesperas do meu aniversário parei de beber chope e cerveja. Não quero engordar, e meio que já deu. Nada de festas, barzinho, nada. Quero almocinho family. Discreta.

Meu quarto está qualquer nota. Sou a mais bagunçada, mas detesto bagunça. Nome do filme: O Bagunceirro Arrumadinho----> Jerry Lewis. Gosto de arrumar os quartos, mas não meu, a colcha da cama é muito larga, comprida, e pesada. Cansativo. A quem interessa minha vida?

Escrevemos blogs, tweets, scraps. Por que? ----> Nelson Rodrigues: "A vida é a busca desesperada por um ouvinte"

(censurado)

Na subida com o motoboy minha paisagem foi a jaqueta dele, onde fiquei grudada. Os ônibus vêm em sentido contrário e passam de raspão. Um homem com camisa do flamengo, e dois fuzis a tiracolo. É estranho ver ao vivo. Céu azul, trilhas, restaurante onde se pode fumar dentro. Batata frita com mussarela e alho. O pirata é oculista: fiquei pasma. Lembrei de uma coisa super legal.



21.11.10
Caixinha do chá Leão Boldo-do-Chile:

"Chá Leão Boldo-do-Chile segue sempre num ritmo bem tranquilo. Não corre, não provoca, não agita. O Boldo-do-Chile espera. Aguarda em vigília porque sabe que alguém vai precisar dele um dia. Amigo fiel, íntimo, é um porto seguro. Está ali para o que der e vier. Compreensivo, sempre olha e diz "tudo bem, vai passar, daqui a pouco você esquece isso".

Oi?

18.11.10





Uau. Que não curte?


Ia falar uma coisa, mas esqueci. Estava tirando as toalhas de banho do sol da janela, não penduro porque é de frente e acho feio, mas deixo no parapeito, a tela protege. Etc. Estava radiante de felicidade por não ter empregada. O silêncio na minha casa é completo, absoluto, hoje de manhã mostrei pra F. a paisagem. "Olha o vento nas árvores, parece que nós moramos no campo". No futuro próximo, a moeda mais alta será o silêncio.

Quando alguém pergunta o que ando fazendo, dá vontade de responder vivendo e respirando. Mas falo, estou escrevendo um livro. Porque sempre estou. Pronto. As pessoas ficam satisfeitas. À partir de hoje eu realmente estou me dedicando, mas não me perguntem o assunto. Como gosto de trabalhar na pressão, pra ontem, escrever um livro que vai demorar para ser (re)lançado* acho cansativo, me desanima. 


Está todo na minha cabeça. Queria escrever um romance. Não me sinto capaz. Romance é maturidade, talento. Se perguntarem qual o top que almejo para meu futuro é escrever um romance elogiadíssimo. Pra mim romance é o rei das categorias, e tanta gente escreve romances ruins - tenho amigos , muuuuitos que escrevem romances, alguns não são bons. Romance merece respeito. Romance é responsabilidade, é difícil. é nobre. Tem que ser bom.

 O dia que eu escrever um romance vou responder sim para quelas perguntas de revista semanal: Você se sente realizada profisssionalmente? Hare.



Meu, estou tão acostumada a sentir só desejos que não consigo arranjar palavra exata para o concreto. Vejamos,

(Cont.)




Daqui a pouco: bipolaridade e reencarnação.



Olha só, o INCA - Instituto Nacional do Câncer (Praça da Cruz Vermelha - 23, Centro) precisa muito de doadores de sangue. O hospital, que é referência, está com seu banco de sangue quase vazio. Para doar, basta chegar na portaria do Hospital com sua carteira de identidade ou qualquer documento similar, apresentando- se como doador.

Não vá em jejum, alimente-se de coisas leves e não gordurosas (evite derivados de leite), evite o álcool por pelo menos 12 horas. Você deve estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 60 anos e pesar 50kg ou mais. Esta mensagem pode alcançar muitos doadores, se você fizer com que ela se multiplique. São muitas vidas em jogo. Obrigada.




17.11.10
                                                     
A melhor foto-montagem do mundo esta semana. Daqui.








A interpretação mais sexy ever.



20:42 A pior coisa do mundo é lascar a unha e não achar uma lixa.






Tanta louça pra lavar, mas enquanto lavo fico ouvindo Adélia Prado recitando seus poemas. Quem me deu esse cd pra que eu possa agradecer muito? Lembro agora que S. ganhou da gravadora, quando éramos casados. Arrumar a casa com poesia é diferente. Também você tem que entrar numa de que está brincando de casinha. Roubo flores  no canteiro do prédio, o porteiro é cúmplice. Que elevador demorado, estranhei. Seu Francisco vem olhar: "É que a senhora não apertou o botão". Blé.

Tenho uma orquídea. As orquídeas estão por toda parte. Quem lembra daquelas em caixas transparentes azuladas que era chique dar de presente? Sempre achei cafoníssimas - além de mórbidas. Aliás não sei porque comprei orquídea, tenho bronca dessa flor já contei no blog, história macabra no cemitério. Negócio sério.

Autorretratos no espelho do banheiro do consultório da minha analista, sou normal?

(Sempre falo análise, porque acho terapia um nome muito leve para o que é. Outra: não são as fotos que estão no flickr, claro). Vocês estão sabendo,né? Ed Wood também era crosse-dresser.


O Amor.


14.11.10



"Um erro emocional", do Cristovão Tezza. Sem concentração. Livro que eu leria em três dias - nos metrôs e antes de dormir (Um pouco em filas). Se não levo uma revista ou um livro na bolsa, sou capaz de enlouquecer. Não sei o que é pior, porque sair sem caneta também é de lascar, entro na primeira papelaria.

Os duendes clássicos todo mundo conhece: dos isqueiros, das tampas de canetas bic, das bics verdes etc. Mas existem truques. Quando estou procurando um livro na estante, é infalível, experimente. Exemplo: você quer pegar um livro do João Cabral. Some num passe de mágica, né? E daí você fica "Cadê o Morte e vida Severina?" Evaporou. Experimente assim "Cadê aquele livro do Rubem Fonseca?". Entendeu? O João Cabral aparece na hora. Batatíssima.

Domingo com cara de sábado, ou vice-versa; vi os episódios de Vendemos cadeiras e achei muito legal; revi Beleza Americana (Caderno), sempre vale a pena; a interpretação do Kevin Spacey vai ficando cada vez mais sensacional. (Annette Bening também está ótima). 


Laerte se veste de mulher desde 2004. Acho legal. Muito frio pra sair, embora eu estivesse a fim. Meu blog. Gostaria de inventar tudo, para não ficar post sem graça. Uma vida mais emocionante, sabe? 

Assim: Estava arrumando a bolsa, o avião para Paris sai às três da manhã. Meu namorado sugeriu não levarmos mala nenhuma, e comprar as roupas conforme a necessidade. Malvino S. tornou a ligar, mas não quero falar com ele (é um grude). Chico Buarque disse na televisão que fez uma música pra mim, fiquei feliz. Vou desligar a internet, estou indo dormir de conchinha.

Muá.


13.11.10
                     

Drew, Woody. Muito mais aqui.



1) Nenhum livro, filme, peça de teatro, ou pintura, me emocionou tanto quanto ver Galápagos ontem, no Globo Repórter. Além de tudo, saber que as ilhas estão salvas me deu uma grande esperança. 2) Vi aquela atriz com cabelo Louise Brooks, que trabalha na novela das oito. Estava usando uma camiseta gato Félix e com um outro gato a tiracolo, nem me fale. Achei que ela fosse altíssima. 3) Hoje dormi de tarde e sonhei com o Antonio Fagundes 4) Amanhã vou fazer um café da manhã para duas amigas, única oportunidade de ficar mais um pouco com uma delas, que mora em Salvador. No mesmo sonho do Fagundes, elas chegavam e como eu achava que ainda era sábado, não tinha nada para servir. A parte com o ator também foi um pouco estressante. Quando ele chegou - lindo e muito vaidoso, eu usava uma camisola do Mickey (Mickey!), que de fato existe e tem duzentos anos. Não uso nem sozinha. Depois de um tempo, resolvi tomar um banho, três horas depois entrei no chuveiro (parece a história das tartaruguinhas do Millôr), molhei metade do cabelo e acabei com a escova. Minha tia mostrava fotos antigas ao ator, e me senti constrangida. Foi um sonho bem cansativo. Chovia na vida real. 5) Na t




Quanto mais acontecem coisas comigo, menos vontade eu tenho de vir aqui contar.



09.11.10
Se o objetivo foi fazer uma super divulgação conseguiram. Porque é assunto. Pudera.


Copa e cozinha Na revista Lola, uma matéria de Gilles Lapouge sobre Carla Bruni. Já tinha lido que seus movimentos de primeira dama eram estudados. Exemplo, estar sempre de cabeça baixa, como se fosse tímida. E que também ela não está nem aí para os problemas da França. Meu interesse não termina por causa disso. Acho incrível a Carla Bruni continuar compondo "Sou uma criança apesar dos meus trinta amantes". Ela é lindona e virou uma princesa francesa. Vou reproduzir uns trechos:

Na sua autobiografia, Eric Clapton conta que foi com sua namorada Carla ao camarim de Mick Jagger. E disse "Por favor, esta não, estou apaixonado". Depois de uns dias ela já estava com Jagger e Clapton escreveu: "Mais tarde me senti - em silêncio - gratidão e compaixão por ele. Primeiro, por ter me tirado de uma desgraça iminente. Segundo, por ele, aparentemente, ter sofrido uma agonia prolongada nas mãos dela".

Há alguns meses a imprensa espanhola chamou Carla de "Uma ninfomaníaca poliglota". A primeira dama fez um filme chamado Guia de sexo, para o canal Eurotrash. Ela disse que o guia é útil caso se encontre "uma cama no decorrer de uma viagem". "Todo mundo compreende 'Put your finger in my bottom'. Mas e em alemão, e em português?".

Carlota!




Michael Tighe


Mês que vem faz um ano que não ouço música. Porque eu tinha aquele três em um de carregar na mão, o bem cafonão, e não trouxe pra casa nova. Também me desfiz de 50 cds, por aí. Substituí pelo Utube, quer dizer. No outro dia coloquei Tim Maia, e a voz dele virou de formiguinha. Tem a facilidade de ir trocando as músicas de acordo com o humor. ---> Coisas que muitas pessoas acham brega, e eu linda: Vanusa cantanto Paralelas, do Belchior. Pessoas que dizem "Meu lado brega é gostar do José Augusto". Acho tão pretensioso. Fica implícito que ela não é brega. É chique. Tão chique que curte uma breguice de vez em quando.


Fábio Jr. I love you. Não acho você brega.

Então ontem comprei outro 3 em 1, só que tipo moderno, aspas, com entrada para i-pod. Fui ouvir um cd agora, não está funcionando. O aparelho veio enguiçado. Enguiçado, repetindo. Boa tarde, Brasil.
  ......
Música Prefiro o silêncio.



05.11.10



Steve / Faye




(...) Eu te provo que a noite é puro leite
vício branco da lua
e a cidade se dissolve no meu quarto feito uma pastilha.

Maria Rita Kehl



Apesar de tudo, eu percebo que a vida é boa, muito boa... Tem gente que vê com os olhos errados, mas tem muita coisa bonita nesse mundo. Você vê...As pessoas. Na vida, o que eu acho mais bonito são as pessoas. Tem coisas que eu já vi, que eu nunca vou esquecer. Acho bonito as pessoas.

Extraído dos depoimentos de pessoas que vivem nas ruas de São Paulo. O realejo. Rosana Palazyan. 26a. Bienal de São Paulo 2003-2004




Atual muso do blog (há uns três anos). Mas não é (só) porque ele é lindo não.

Hoje eu estava compulsiva. Comprei três revistas, se você perguntar quais não sei dizer. Estão dentro da sacola. (apaguei várias frases: prolixa). Sobrancelha, o rapaz pergunta, "Aceita água, café?" eu "Prosecco?". Fiquei até doidona. Quase jejum.

Rebubina: eu vou entrar pro Guiness, acordei 34 minutos antes da aula de pilates. O diabinho me fez colocar o travesseiro no rosto, eu ia perder. Mas acontece que gosto de pilates, nunca pensei que fosse gostar minimamente de um exercício qualquer. Então, ouça bem, você me diz se sou rápida:

levantei da cama, me vesti rápido. Peguei ônibus. Em frente ao Parque Lage --- geralmente vou a pé, demora meia hora ----- tudo engarrafado, fico trabalhada no estresse, salto, não podia me exercitar em jejum, por isso fui no Bibi Sucos, lotado, pedi um açaí que demorou horas. Fui comendo pelas ruas.

Cheguei dez minutos atrasada. Tá bom pra você? A outra aluna chegou cinco minutos depois, assobiando. Eu super tensa, porque não sei, parece que estou dentro de um filme, vocês não sabem.

("Carmem Miranda tinha 1 metro e 54 e inventou a sandália plataforma" - Tamanho Único, GNT em tempo real)

Péra.


04.11.10
Galere, estou sem celular.



Brigitte e sua irmã. 


Quinta Tive a honra de compartilhar de um grupo de conversa com os três autores da série Afinal, o que querem as mulheres?, na Galeria Sílvia Cintra, nas Acácias. Dirigida pelo Luiz Fernando Carvalho - que Bertolucci chamou de gênio, e escrita por Luiz Paulo Cuenca em co-parceria com Cecília Giannetti, e o engraçadão Michel Melamed (ri muito). Inagaki também foi. Ganhei brinde. Vocês me conhecem, sou tarada por brinde. No outro dia a Bia A., que não liga, me deu um potinho de louça, parceria Clinique e Tiffany. Um beijo para a Lívia ;) Esse blog está virando jornalzinho de escola. Muitas coisas pra falar, eu pesco no ar.




03.11.10
thisisnthappiness/tumblr



02.11.10

(...)Quem me dera um só dia
dos que vivi chorando em minha vida
quando éreis vivos, ó meu pai e minha mãe.

Adélia Prado



01.11.10
Sábado e domingo: o que eu vou escrever? Toda hora me vem a cabeça o título do filme dos normais, A noite mais maluca de todas. Pensei em reunir palavras soltas para descrevê-los. Porque-início-meio-e-fim-não-há. Assim como não existe noite, mas noite-madrugada-manhã-tarde. Tudo junto e misturado. Hoje fui ver à exposição, depois delicioso almoço. Agora, 20:20, televisão na veia (Record/Dilma JN/ Dilma ao vivo + Zé Dirceu/ Roda Viva). Não vejo a hora dos dilmistas jogarem a vuvuzela fora.

Maratona para votar: perdi a hora.
 ......




                             Greta Garbo