27.02.10

Campeão



Walter Alfaiate
               



"Para mim, a mulher tem de ser tratada como um ser especial. Todos falam em igualdade, pra mim não tem de ter igualdade nenhuma, as mulheres têm de ser favorecidas. O homem tem de levantar para dar lugar a uma mulher. Eu penso assim. Sou a favor de direitos melhores para a mulher." Paula Lavigne


Concordo.



26.02.10






(Hoje foi dia especial.) Amanhã (sexta) tenho que acordar cedíssimo. E estava até agora presa no twitter, porque ninguém aceitou o resultado da prova do líder etc, milhões de tweets pro @boninho, e criou-se tag #porraboninho. Enfim, Fernanda sai da liderança enquanto checam. Mais. Disseram-me no telefone: o azeite no fogo vira óleo. Quer dizer, faz mal como o óleo faz. Fritura. E ele frio (inclusive uma nutricionista disse que deve ser guardado na geladeira) faz super bem, extra virgem etc. 

Eu já estava achando que, tipo, mata. Porque me tornei bem neurótica com esses lances, inclusive faço meu próprio caldo knorr, se você quer saber. Só que é tanto ingrediente (precisa fazer feira), que usei no risoto e depois congelei o restante do caldo. Hoje tirei, coloquei água, fervi. O mesmo cheiro (coloquei mais alecrim do que deveria), então está bom. Só sei fazer coisa que engorda, porque salada ninguém quer. MC não come carne, F. come. Complica demais fazer comidinha caseira. Meu feijão nem é brastemp. E MC pediu lasanha de ricota e espinafre, que farei amanhã. Oremos.



Caçador bom é caçador morto.
22.02.10

trolling for suckers 4 8 15 16 23 42



Só ontem soube que a soja que dou para meus filhos é transgênica, portanto, lixo. Hoje fiquei sabendo que o azeite que se usa para fritar, refogar etc não pode ser extravirgem. Boa tarde, Brasil.


21.02.10


20.02.10



19.02.10


Temperatura Quem acredita que hoje vou dormir de edredon e meias diga EU.


Ainda quinta Hoje aconteceu o seguinte: fui à loja Dentro, a mais bacana do Shopping da Gávea. Então entrou um homem interessado em um objeto de madeira. Vou a essa loja como se vai à uma galeria de arte. Eles são tão interessantes que a pessoa leva o objeto do desejo pra casa, e fica com ele um pouco, pra ver se gosta ou não. Então esse homem estava com uma peça em casa, mas preferiu ver se tinha outra de madeira mais escura. Tudo bem. Rico.

Até que ele disse que estava fugindo dos jornalistas da Band. De todos, aliás. Daí, claro, fiquei ligadíssima e perguntei porquê. Simplesmente era o juiz que concedeu liberdade ao rapaz que estava envolvido no caso do menino João Hélio. Fiquei tão passada. Perguntei porque ele tinha feito isso, se ele achava certo libertar tão cedo pessoas que cometeram um crime hediondo, ele explicou que agiu de acordo com a lei, a mesma usada em 56 outros países, acho que se trata do Estatuto da Criança e do Adolescente. 


Ele acha certo, porque o menor tem que ir para um centro de reabilitação, mas concordamos que no Brasil eles deixam a desejar. O rapaz, que agora tem 18 anos e ficou na cela durante 3, não podia ir ao pátio pegar sol. Era jurado de morte pelos outros presos que, vocês sabem, não perdoam certos crimes.

Agora ele está no Programa de Proteção a Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte, não sabia de nada disso, que a pessoa muda de nome, identidade, estado, para começar uma nova vida, e poder ir à escola etc. Me contou várias coisas, eu disse que tinha comentado no meu blog hoje sobre o cara ter sido liberado, que aliás nem tinha comentado, apenas reproduzido a manchete que pra mim já dizia tudo. Foi a partir daí que começamos a conversar.

O juiz falou da família do cara, totalmente desestruturada etc etc. Enfim, ele não usa terno, não dá entrevista, disse que orientou o Fantástico de como funciona a justiça num caso como esse, mas ele não vai aparecer no ar. Não gosta. Nem sei se eu poderia dizer isso. Enfim. Não estou julgando o ato do juiz, nem sequer julgando o ex-menor. Apenas descrevendo um encontro que tive hoje, bem inusitado.



18.02.10



tupac



Acordei, parecia que eu estava em Friburgo. O vento quase gelado. Ao contrário do que se pensa, carioca gosta de dias nublados. Ontem fiz um risoto de parmesão e tomilho, ficou espetacular, modéstia à parte. Hoje estrogonofe de frango para o jantar. Vamos ver. Mergulhos no mar; nascimento de bebê; velhos amigos reencontrados; queimaduras, e cortes com faca (antes de saber que São Benedito protege os cozinheiros, e São Lourenço também); Copacabana; Lost; homens estátua; novelinha das oito. O técnico me ensinou: para limpar máquina de lavar: um copo de vinagre, outro de cloro, e uma colher de sopa de detergente. Por isso não tenho escrito: dias ultra triviais. Não vi um confete sequer na televisão. De hoje em diante odeio Carnaval. Vou sair para comprar flores, fazer sobrancelha, e comprar sorvete.

Ontem vi uma cena tão bela que nem saberia descrever. Era madrugada. Inclui nuvens em movimento, e montanhas. Fiquei hipnotizada.

O mundo: um dos criminosos que matou o menino João Hélio (caso que não acompanhei) "ganha a liberdade". Obama recebe Dalai Lama. Homem chamado Robin Hood é acusado de roubo. Madonna pretende comprar apartamento no Rio. Madonna vai dirigir W.E., filme baseado na história real de amor proibido entre o rei Edward VII e a plebéia Wallis Simpson.

Lendo: Ruth Rendell. Ouvindo: Caetano Veloso. Comendo: picolés Itália. Vendo: BBB.

Nhé.



                                                 Robert Downey, Jr. /Mark Seliger,  2010.


11.02.10
Transformei o congelador numa franquia do Itália. Fim da tarde, praia com Clarinha, no Leblon. Céu lindo, mar intransponível. Vários transatlânticos, biquini novo, rapazes jogando altinho, surfistas, bandeira verde e rosa. Por trás das ondas mais altas, lanchas. O Rio é tão charmoso, Madonna está no Circo voador..

Buquê garni: alecrim, tomilho, louro e manjericão.

                                                  Herb Ritts



Quase duas da manhã, não consigo mais ver BBB na internet, porque tenho pena do frágil Michel sendo atacado pela erva venenosa. Eu gosto dele e pronto. A boa é meu ventilador de teto ter pifado. Sorvetes. Fiz batata assada com provolone. Show. Sabe, quando eu morava na vila, um rapaz do pet shop do Shopping da Gávea ia de vez em quando lá em casa cortar as unhas das gatas. Custava 5 reais cada gata. Mais tarde passou pra dez. Achei caro. 


Minha prima sabe cortar, mexer em fiação, costurar, assar torta igual de loja, fazer cortina para o quarto das crianças. Eu não. Aquele crec crec do alicate me dá super nervoso. Pois bem. Hoje fui à Cobal, comprar flores, verduras, e frutas. E mel. Antes passei por aquela loja de animais chamada Patas e Penas. Denúncia. O homem falou: "São trinta reais cada gata". Quer dizer, noventa reais as três. Oi? Noventa reais? Pra cortar e fazer francesinha, né?


10.02.10
Sempre esqueço de escrever aqui como me choca as mensagens prontas em celulares. Ok para Estou em reunião. Mas Eu te amo? É como dar flores de plástico.

Entreouvido "Não como nenhuma comida que eu não saiba falar o nome."


08.02.10

                                       Herb Ritts


Meu celular é mais moderno do que eu.


O relógio de rua marca 42 graus no Jardim Botânico. Dormi na fisioterapia. Comprei vários picolés Itália. Chegaram derretidos, e bebi um de uva. Delícia. Não tinha muita opção de sabores (queria abacaxi e coco), porque as pessoas não param de pedir sorvete, a terceira coisa melhor do mundo segundo o Rei. As gatas parecem lagartos. O fisioterapeuta disse que preciso relaxar e descansar. Oba. Este post manco é embromation, minha pequena contribuição para que blogues não morram de vez. Vou pro ar ler Coetzee. Talvez.


07.02.10





Carta da montanha

Ergui minha choupana entre as nuvens espessas.
Que o pó do mundo apague as marcas dos meus passos.
Não me pergunte como passa o tempo.
Flui o arroio à janela; à cabeceira, os livros.

Liu Yu-Si (poeta da dinastia Tang 618-906)





O dia que eu te conheci.



06.02.10
Levei horas pra escrever esse post. Estou escrevendo mal pacas.





A montagem de Restos, de Neil LaBute, é imperdível. Tradução, direção, produção e cenários perfeitos. Antonio Fagundes está sensacional. Daí a gente entende porque uma das maneiras de se chamar uma peça é espetáculo.

O bate papo do ator com a platéia é complemento importantíssimo. Tudo que eu disser será spoiler, então não digo nada. Quero ver outra vez. Filmes como Os outros, por exemplo, são interessantes de se rever já sabendo o final, para assistirmos de outro ângulo.

Antonio Fagundes fuma no palco, sem tragar. Um perigo para um ex-fumante de quatro maços diários. Fiz uma pergunta. Estava sentada na primeira fila, o que recomento. O palco é baixo e tem uma cena que ele fica calado por vários minutos; é interessante ver seu rosto de perto.

Quis saber porque o personagem, que usa terno e colete no funeral de sua mulher, está descalço. Eu disse que sabia que tinha alguma coisa a ver com morte, pois tinha lido um artigo sobre isso. (Na verdade aquelas especulações em torno da capa de Abbey Road). Ele quis saber o que a platéia achava. As respostas foram boas, e o ator preferiu deixar em aberto. Mas contou que os judeus são enterrados sem sapatos.* Contou também que o público paulista travou no preconceito. Talvez porque tenha sido montado em um bairro judeu.

Cinco estrelas, fácil.


*MC disse que é pra não desperdiçar e poder passar adiante. Ahahahahahaha.



05.02.10
"Eu me lembro que, quando eu era pequeno, o fermento em pó Royal tinha como rótulo uma lata de fermento em pó Royal. E essa lata de fermento em pó Royal tinha como rótulo uma lata de fermento em pó Royal. E assim sucessivamente até o infinitamente pequeno. E se a gente tivesse um enorme microscópio capaz de ver a menor partícula da matéria lá estaria ainda uma mínima, mas obstinada, lata de fermento em pó Royal. Então, acordado, à noite, eu imaginava que talvez nossa galáxia estivesse contida em uma enorme lata de fermento em pó Royal, que por sua vez estaria envolvida por uma imensa lata de fermento em pó Royal, e, esta, por uma monumental lata de fermento em pó Royal. Então, Deus seria uma descomunal lata de fermento em pó Royal”.

(Paulo José. Coluna da Heloísa Tolipan, Jornal do Brasil)

                                                                     Paparazzi

Caroline Kennedy




~ teatro, boate, cinema, qualquer prazer me satisfaz ~


04.02.10




Amanhã vou ver Antonio Fagundes. Passadeira que me leva ao nirvana. Vim escrever, mas sem ter assunto nenhum. Ontem vi Lost. Sayid Jarrah gostoso. Alpinos como se não houvesse balança.



02.02.10
Dona de casa Quebrei dois três quatro copos e um vidro de geléia recém aberto. Andy W. curtia. Também deixei cair metade da salada; e dois ovos. E olha que hoje resolvi ter dia livre. Putzgrila, não vacila #vani. Fiz as unhas etc. Fui mordida por um jacaré, mas já sabia que tinha entrado no pântano, portanto não doeu. Filosofia de salão: "A natureza é como uma mulher, não sabe se defender, mas sabe se vingar." Dia de paredão, fico tensa com os discursos Bial. #Fora, Maroca. Claro. Ontem fiquei com hipoglicemia de novo, enjoo de matar, e o calor fazia com que eu me sentisse dentro de uma queijeira. Fui pra praia e dei um mergulho. Melhor que ar condicionado, melhor que tudo. Hoje arrumei meu altarzinho - o faz tudo vem amanhã pintar a mesinha de branco. E também a porta do meu armário (odeio a cor gelo)

(Da série: Diário de papel)





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Rio de Janeiro: o inverno são os outros. Elesbão