Droga. Esqueci de mentir.





29.8.14



Você pode me dar um abraço?
Via Hypeness










O debate para presidente em 3 minutos.






















A sala de espera combinava a mesa pé de palito com a única revista disponível: Diana Spencer vai se casar. A revista inexplicavelmente nova, como se tivesse, até aquele momento, muito bem protegida em um saco plástico dentro de um cofre. Não deixava de pensar Nele, o esforço de subir a rua diariamente, de quando precisou se apoiar na árvore, e chegou assustado, o marido da mulher o levou prontamente à casa de saúde, de onde ele saiu com um bandeide atravessado no canto da testa.

Ela estava tentando se lembrar a razão do machucado. Teria caído? Sim, certamente caiu de fraqueza perto da banca de jornais. Faz tanto tempo, a mulher rabisca algumas datas no papel, depois o amassa e guarda na bolsa. Foi há vinte anos, talvez. A sala de espera tão limpa, sem música ou planta, a princesa, o cubo de cristal como único enfeite.

A recepcionista de coque perfeito sorri e volta às anotações na agenda. No dia seguinte da ida ao hospital, Ele subiria a rua, como sempre, o mesmo bandeide, não sabia que estava tão doente, que em tão pouco tempo morreria, ela também não sabia, ou não teria sido tão dura com ele. Se pudesse voltar atrás, não diria nada: olharia para ele e o abraçaria muito, muito, demoradamente.








Friedrich Seidenstücker / Via Leda Beatriz









28.8.14

É tudo mentira!
(Fora que o feminino de elefante não é elefoa)


















Singeleza Que lindo. Se você puder, doe, ou divulgue. O cartaz está na rua Tucumã, esquina com a Senador Vergueiro, no Flamengo. Depois irá para o Catete e a Glória. A ideia foi de uma moça, que Deus a abençoe. Meu blog tende  ficar assim, puxado pra melancolia, estou com dores demais, o médico recomendado - depois de tantos inaptos - está há dois meses marcado para outubro. Eu espero deixando o remédio antiácido derreter na boca, o efeito instantâneo, um beijo indústrias farmacêuticas; queria contar o sonho que tive com a Mary W. e o Jampa, onde ela lia concentradíssima  um dossiê complexo que denunciava a interferência da Interpol no BBB.









A louca intimidade das dores de garganta é lindo porque basta essa frase para explicar. É parte de um poema da Deborah de Paula Souza, que deve ter se casado, porque não lembro desse sobrenome, no livro tão lindo, artesanal, naqueles dias dos anos oitenta.