Ora Yêyê Ô!

















Correspondência/ Assunto: Ilustração

Tenho uma amiga que está mais ou menos nesta situação. Ela tem um jardim e um pomar lindos, mas bem atrás da casa dela tem um enorme espigão. Tem gente que joga lixo, tipo cotonete, toco de cigarro, etc.

Um dia bateram na porta dela – era um senhorzinho que se identificou como pai de um dos moradores do prédio - estava de visita, vindo do interior.

Pediu para conhecer o jardim e o pomar. Passou um tempão olhando as plantas, elogiando tudo, conversando com a minha amiga, ofereceram café, ele aceitou, ficou sentado numa cadeira, só contemplando o verde e sorrindo.

Quando foi embora, abraçou todo mundo e quando voltou ao prédio ainda acenou.


Denise F.


:)





7.12.14


Ronaldo Fraga / Instagram






























@Fascinating Pictures














@michelmelamed  ·
Que este 2015 seja o melhor 2015 de todos os tempos.























ADORO!



       "Há sete anos, quando as denúncias do mensalão espocavam nas primeiras páginas dos jornais, fui almoçar com um amigo num restaurante extinto do Leblon. Já pagando a conta, percebi que na única mesa ocupada, na saída do salão, estava sentado José Dirceu.
(...)
   
     Cinquenta anos de história me contemplavam em meio às mesas vazias, bem na passagem de quem queria chegar à porta. Catei a bolsa e saí batido, eu não o conhecia, não era agora que iria me apresentar. Receei que parecesse que eu estava lhe virando a cara. Eu não me sentia pior nem melhor do que Dirceu, certamente menos audaciosa.

(...)
   
     Anos depois dessa tarde, num forró da Flora e do Gil, durante uma conversa com meu parente sardo, Spergio Mamberti, cruzei os olhos com os de um homem cujo nome não me vinha à cabeça.     "Oi, Ferrrnanda", ele disse, com um sotaque carregado do interior. José Dirceu!
 
     Era uma das suas primeiras aparições sociais depois de uma longa reclusão pós-escândalo.
 
     A mesma paralisia do Leblon, a força gravitacional em torno daquela entidade, somada à culpa de não ter me dirigido a ele no longínquo almoço carioca, agravaram a falta de jeito. Levantei uma das mãos e acenei.
 
     O desconforto por ter sido incapaz de encarar José Dirceu pela segunda vez me perseguiu por toda a festa. O medo que ele houvesse notado as dúvidas que me invadem na sua presença.

(...)

Corre a lenda de que, nos tempos de gato incendiário, Dirceu fazia amor sobre a bandeira nacional.

(...)

     No fim do arrasta-pé, sentada mais uma vez ao lado de Mamberti, senti, pelas costas, um vulto se despedir dos demais. Me virei, era Dirceu. Ele pousou a mão no meu ombro e eu, com o desejo culposo de reparar o mal-estar dos nossos dois encontros, segurei sua mão num movimento inconsciente e a beijei.

     Uma fração de segundos após o ato, descolei os lábios da pele morena e olhei para os lados, aterrorizada com a ideia de ter sido pega por um fotógrafo num momento tão complexo da minha madureza.

(...)

(Trecho - Sete anos - Fernanda Torres)
   











6.12.14




Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

(...)


Ricardo Reis / via Renata Andrada









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Gosto mais da Cora da Marjorie Estiano. Desculpem.




5.11.14





Já é Natal na Madonna.





























Já é Natal na Casa Branca