Hoje foi aprovado O Estatudo da Família que basicamente reconhece apenas como família aquelas formadas por homem, mulher e filhas e filhos biológicos, desconsiderando os diferentes arranjos familiares que constituem a sociedade brasileira. 


Que atraso, Meu Deus. Que vergonha.






24.9.15











Ela usava jeans rasgados e chapéu. Ele dizia: é lindo. Afundava na piscina até que os pés encostassem no fundo. As flores vermelhas, tão pequenas, se encaixavam umas nas outras através do pequeníssimo caule, formando tiaras, colares. Eu leio o livro inteiro para você. O livro se chama Os dez negrinhos. Você descobre quem matou, e jogo o travesseiro em você. Eu sei que você  me amará por todas as nossas vidas, até o final.







via











Criança Quando fazíamos filmes franceses, sem mamãe ver. Os almofadões e a camisa laranja escrito Monkey. Quando te abandonei e peguei um ônibus qualquer, rumo à Praça Saens Peña. As transações no elevador, as proibições, e as gentilezas. Minha alma saiu do corpo quando sentamos no sofá velho, imundo, encostado no fundo do terraço, Elton John, a mesma pergunta na ida e na volta. Assinava teu sobrenome que vi no catálogo. Mas isso foi antes, bem antes.













Ainda não assisti o cap. de hoje, mas já deixo meu registro: Parabéns, Drica #verdadessecretas



24.9.15






Casal
de refugiados se beija em plataforma-acampamento em Budapeste. Foto:
Zsíros István. Via Liana Machado/Instagram



















via angela bueno scott










22.9.15


"Abençoadas as pessoas que se deixam em paz" - M. Medeiros.



Aconteceu no dia 16 de setembro, uma quarta-feira de 2015 e, aparentemente do nada: eu me senti calma. Era de tarde quando ela chegou. Fiquei agradavelmente surpresa - então era assim? A calma se estendeu ao longo da noite. Como são felizes as pessoas calmas! - pensei. A calma veio do nada, e do nada se foi. Eu fico feliz, às vezes muito feliz, mas calma nunca. "Relaxa os olhos" - disse uma professora de Pilates, certa vez. "Relaxa as mãos" - repete incessantemente a manicure. Olhando pra trás, vejo os momentos de amor que vivi; férias em praias quase desertas; chopes no bar com os amigos e muitas gargalhadas. Feliz estive muitas vezes na vida. Calma estive no dia 16 de setembro, uma quarta-feira de 2015. Aparentemente do nada. Apenas calma.




















21.9.15




@michelmelamed
Enquanto você está indo com o tuíte, eu já estou voltando com o curti.


































Parabéns, my mad man ❤️











"Não se pode ganhar um Emmy por papéis que não existem." Viola Davis, sobre a falta da papéis principais com atrizes negras.











20.9.15

Marcelo & Joaquim:  Fofura demais!


















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Correspondência eletrônica
Laerte Coutinho
Para Marina W Hoje em 2:01 PM

Minha mãe diz que é pra botar de açucar o mesmo tanto que ficar de banana, amassada.
Tipo o mesmo volume.

Diz que tem que tomar cuidado pra coisa não grudar no fundo da panela - mexer bem.
Não lembro se ela escreveu essa questão.

Qualquer coisa, vai perguntando.

Beijo!
Laerte

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Sorry, periferia.









19.9.15


Essa personagem da Barbara Paz está me dando muito nervoso. Ela diz que tem medo da "entidade" que toma conta dela. Que entidade é essa? Não existe entidade. A bipolaridade são dois ciclos de humor que se alternam: depressão e euforia. A princípio. Não é beber uma cachaça e se transformar em outra pessoa. Ok se o João Emanuel quer fazer uma homenagem à Janete Clair, mas não deveria usar o termo bipolar. Quanto ao resto: estou implicando com Cauã R., um Jorginho com outro script. A voz dele é chata. A parte boa da novela: Atena e Romero. Bora, João. Põe o pé no acelerador. #aregradojogo




18.9.15






pedestre  Desculpe, cheguei atrasado porque peguei todos os sinais abertos.
















Antonio Banderas está estudando moda em Londres.
















Ontem fui à Receita Federal. Não sabia que todas as quintas eles ficam em greve. Operação tartaruga. Hoje fui outra vez.

Não sei como o Anjo que me protege não me coloca no mute. Tamanho o número de tarefas diárias. Achei que tinha deixado uns papéis na recepção. O caso é que todos os atendentes estão com um humor do cão. "Anjo, Anjo, Anjo, por favor, ache os papéis". Depois de chegar ao pico do estresse, achei os documentos enfiados na larguíssima orelha do livro que estou lendo. Antes de encontrá-los, telefonei pra lá.

- Por favor, acho que deixei uns documentos na recepção.
- Aqui não é da recepção - rosnou a funcionária.
- Poderia me transferir?
- Não tem mais telefone. A Dilma (frisou o nome da presidenta, colocando-o em negrito) tirou maioria dos telefones.
- Não teria alguém que pudesse olhar pra mim?
- Não.
- Nenhum funcionário?
- Não.
- Muito obrigada.

Desço. 

"Seu Francisco, tem correspondência pra mim?". 
"O correio está de greve, por causa da dona Dilma" - ele responde, frisando o dona.

O ônibus faz a curva, estamos na Gávea. Um relógio marca 32 graus e, o do lado, 37. Sensação térmica: diabo assobiando.


II

Pego senha e sou atendida rapidamente. Mesa 6.  Me torno a pessoa mais gente fina do mundo. A mais legal, a mais bacana. A mulher que me atende aparenta ter sessenta e poucos anos, é bastante magra, e tem cabelos cor de cenoura. Usa muito brilho, colares, pulseiras, anéis. Seu cinto tem um coração no meio.

- Antes de mais nada quero dizer que estou do lado de vocês na greve.

Soube depois que ela não estava em greve. "Sou da Previdência".

- Seu nome é lindo - reforço, depois de olhar o crachá.

Tenho muito medo de quase tudo. Justiça está no topo. Parecia que eu tinha feito pós-graduação em puxa-saquismo. Ela usava uma pequeníssima lupa para ver o número da minha identidade. Comentei graciosamente que, na ficha, meu sexo estava marcado M. Ela balançou a cabeça: "Eles sempre erram tudo." Imprimiu todos os papéis que eu precisava, e mais alguns. Me amou. "Você tem um envelope?". Ela riu. Um luxo inadmissível. Tinha uma tremenda dificuldade de usar o computador. "Essa tela é cansativa, né?" -  comentei. Era preta com letra branca, e eu só queria agradar, como se dependesse dela um nada consta no meu IR. "Você precisava ver como era a tela do computador da Previdência. Verde limão. Estragou meus olhos." "Caramba!" - eu disse, sincera. Deus te proteja, Rita.







III


Faltavam três horas para a consulta com o oftalmologista. Moro em ladeira. Voltar e tornar a sair é o tipo da coisa que não faço. Calor de rachar catedrais. Como tudo era em Botafogo, fui ao cinema ver "Que horas ela volta?". Só vou no Estação, porque pago meia (NET).

É bem legal. Ontem disse pra Nize - que antes de eu me mudar trabalhava na minha casa todos os dias -  que ela deveria ver o filme. Ela também não suporta a Regina C.. Gosto desse lance de diarista. Acho empregada doméstica uma coisa subdesenvolvida, e o tratamento dado à elas é quase sempre desrespeitoso. Além disso, preciso do silêncio para escrever. Nize ouve músicas evangélicas às alturas, mas é meu braço direito, o antídoto do meu Rivotril. 

"Nize, viu minha caneta?" Vi. "Cadê meu casaco". Está lá. "Meu passaporte sumiu". Está em cima dos livros da estante. "Meu Deus, cadê meu caderno azul?". Debaixo do edredom. "Minha camisa branca desapareceu". Está na corda.


Quando estudava em Madrid, minha filha tinha uma diarista. Ela não ficava um minuto além do tempo estipulado, se comunicava por wpp, e ia trabalhar de carro. Uma vez a lâmpada da sala queimou, e minha filha foi falar com o porteiro. Ele: "E?". E eu com isso. 

Um dia, morando na Gávea, passei pelo quarto da Clarinha e a Nize estava deitada na cama, de bruços, balançando as pernas no ar, e usando um notebook que não era dela. Fiquei chocada. Fiz um discurso grande, com calma e paciência. Mais ou menos assim: 


"O que você estava fazendo é errado. Você não é 'como se fosse da família', você é uma profissional. Uma pessoa que trabalha na minha casa. Eu nunca deitaria de bruços na cama do meu chefe usando o laptop dele. É errado. Você entendeu, Nize?"

"Entendi. Preconceito."







~revisar~














Odiando muito essa letrinha nova do bloWg.












Minha filha trabalha em uma creche vegetariana :)





17.9.15


















Parabéns, Marina




#60




John Travolta idem.












via SilviaBuarque



Imoral.






16.9.15




via



















584  Trocador

Próxima parada Praça General Osório.
Next stop Praça General Osório.

Próxima parada Vinicius de Morais Ga-ro-ta de I-pa-ne-ma.
Next stop General Osório.










15.9.15




Riding my flying V in Montreal! ❤️#rebelhearttour









"Como a Madonna consegue fazer tudo aquilo no palco? Cara, ela tem 75 anos!" - disse minha professora de Pilates. Falei que na verdade ela tinha feito 57 este mês. Não fez muita diferença. Quando a somos bem novinhos não existe tanta diferença. Eu tinha 18 anos na faculdade, e uma mulher que sentava do meu lado tinha 33. Quando ela me disse, eu fiquei chocadíssima: "Trinta e três??!". Como se ela tivesse dito 90. Minha filha, quando tinha uns 15 anos, talvez, olhou pra mim, com um rosto lívido e surpreso: "Mãe, você viveu nos anos 70???". Era o mesmo que dizer que eu convivi com dinossauros.  Uma vez, Maria, que trabalhava na nossa casa, perguntou para minha mãe, que tinha por volta de quarenta anos, se ela tinha conhecido Adão e Eva.
 :D
Minha mãe não curtiu.

















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MASTERCHEF NA VIDA REAL | Com Isabel

Ahahahahaha :D

Para comemorar o último episódio