Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

sophia de mello breyner


























@NotableHistory 
February 7, 1964 -  Cassius Clay converts to Islam, and is renamed Muhammad Ali 








































Roger Deakins / via Ledusha













O preconceito nosso de cada dia  "Não tenho preconceitos" é uma frase que só pode ser dita por alguém que acredita que esse tipo de coisa se restringe a meia dúzia de óbvios, como racismo e intolerância a gays, por exemplo. Estava no wpp com o marido da Nize. Ele é sushiman e eu, toda enrolada, precisava tirar uma dúvida sobre alguns ingredientes de uma comida japonesa tradicional e complicada. 

Trocamos muitas mensagens de voz, ele educadíssimo (gostava quando ele falava, às vezes, "cara, é muito fácil" em vez de a senhora). Achei o rapaz incrivelmente inteligente e tal. Daí falei para o Francisco: "O marido da Nize é um gentleman!". 


Meu filho respondeu que eu estava sendo preconceituosa, que me surpreendi porque ele é marido da nossa diarista. Realmente, se fosse um artista plástico, por exemplo, eu poderia achar natural. Porém, quando falei isso,  já tinha pensado que talvez eu tivesse tido essa impressão porque ele é um cara simples - eles moram num ambiente do tamanho da minha cozinha e área, e ambas são pequenas. Mas não. Achei  um gentleman como acharia qualquer cara que tivesse tido a classe, a generosidade, a paciência e a educação que ele teve, porque foi um tremendo aluguel. 


Para escrever meu livro, mandei cerca de 350 emails, a maior parte não respondido, e mantive correspondência com 75 pessoas. 90%  das pessoas de classe social (ou intelectual) elevada, para não dizer elevadíssima. Mas talvez o marido da Nize, que apenas me tirou dúvidas, incansavelmente, tenha sido o mais gentil, mesmo levando em consideração os que foram gentilíssimos. 



Preconceitos todos temos. 


Certa vez, perguntei a um pintor de paredes, a fim de puxar assunto, que programas ele gostava de assistir na tevê. Ele respondeu que não gostava de televisão. "Gosto de ler". Minha surpresa foi um preconceito.




















Maciel descrevendo a caverna de Platão é poesia pura.







6.2.16


via leda beatriz











uma das melhores sensações é trabalhar exaustivamente.





Sábado Saí do escritório meia-noite e quinze. 

:O






















6.2.16




gif via helga k.
Minha calça 36 sambando no corpo. out 2011/arquivo

:\















Após zika em saliva, governo pede cautela, mas libera beijo no Carnaval


AHAHAHAHAHAHAHA.

Chegamos ao ápice dos ápices.

















Trouxe a chave e amanhã vou trabalhar sozinha no escritório. Vou tentar fazer tudo pra não precisar ir no domingo. Depois talvez eu vá ao cinema. Ainda não sei, talvez não.  Comi Pringles demais e sempre me arrependo depois. A médica ficou emocionada quando eu disse que era irmã do Zé. Minha filha vai se casar. A médica me passou três exames, e vou precisar me internar para fazê-los. Beleza. 
















4.2.16



Tenho quase todos os livros da Lygia Fagundes Telles, e acho bárbaro ela ter sido indicada ao Nobel. Por ser mulher, por ser brasileira, por ser uma escritora sensível. Gosto dela e As meninas foi um dos livros da minha vida. Não acho sua literatura merecedora de um prêmio que, na minha fantasia, beira ao sagrado. Só para os muito feras mesmo. Mas adoraria que ela ganhasse. É uma mulher encantadora. [Não terem dado o prêmio ao Drummond foi a maior bola fora da história]. 

E eu ainda poderia dizer que estive algumas vezes com a ganhadora de um Nobel. #deslumbrada








Susan, você é linda e maravilhosa. Louise forever. Deusa.



Idiotas.










Fui para o escritório outra vez e cometi um erro grave: trabalhei em pé. Para facilitar a organização dos papéis. Nunca faça isso se você tem problemas na lombar. Amanhã vou trabalhar de novo, e sábado e domingo etc. 

(Deletei tudo que escrevi, sanduíche; viagem no tempo; deputado legal; livro que estou lendo. Motivo: ter que revisar. Hoje só amanhã)














O máxim

   o        
que 
posso         
faze         
   r pelo
Carnaval
são    
        bl
ocos
de         
let 
rinha  
s colo   
rid    
as.





Quem sabe fazer isso é ele. Humilha, parece artista plástico. Mas é escritor disfarçado de homem de repartição. Sempre para de falar comigo e reaparece dois anos depois. É fogo.









3.2.16


via












Achando bem legal ir para um escritório de manhã, e voltar no início da noite. Ficar em uma sala sozinha, com ar condicionado, banheiro, uma enorme mesa branca de fórmica, onde cabe todo o caos mas que, quase por milagre, deixo organizada. Tudo que posso precisar: etiquetas, envelopes, marcadores, canetas, tesoura. Levo tapeware com batata doce, ovo cozido, alface e couve. E uma pera que dou de presente. Tinha esquecido como é estar com outras pessoas em um ambiente de trabalho. É muito estimulante, quando há silêncio e esforço. Amanhã levarei ameixas.












Sobre a paixão.

estar apaixonada é estar vivendo além

Eu ia escrever umas coisas, mas a Mary fala sobre tudo com perfeição. Aliás, por falar nisso, se tudo correr bem, sexta-feira na hora do almoço me meto no cinema.








2/2/16
                                              


                                                            Salve, Iemanjá!



















Um beijo Alda, Inês, Helena e Teresa.























Therese






Naquele dia na Timbre A sobrinha do Antonio Fagundes perguntou para ele: "Tio, você já viu Kérol?" Me soou tão estranho. Eu digo Caról mesmo. Todo mundo fala com o sotaque inglês?

Para quem viu o filme, mas não leu o livro, que contém um pós-escrito, é curioso saber que a Patricia Highsmith trabalhou durante um mês, rush de Natal, em uma loja de departamentos, na seção de brinquedos, como Therese. Ela tinha acabado de escrever Strangers on a train, estava meio deprimida e precisando de grana. Um dia entrou uma mulher linda e loura para comprar uma boneca. Comprou, pagou e foi embora.  "Mas eu me senti estranha, com a cabeça esvoaçante, perto de desmaiar, ao mesmo tempo enlevada, como se tivesse tido uma visão". Quando chegou em casa escreveu o livro em duas horas, "talvez menos". Ia se chamar The price of salt e foi lançado em 1952.


*Acaba que agora eu tb só falo Kérol

















via












A Regra do Jogo acaba dia 11 de março. Depois vem novela rural: não curto.
via

















‏@oldpicsarchive
Anthony Hopkins and director Jonathan Demme on the set of Silence of the Lambs














Tá tranquilo, tá favorável. 











Exaustíssima. Saí às 9 e cheguei às 21. Só não estou em jejum porque tomei um café, e às duas um um suco de surfista. Mimimi. Deus dá asas a quem não sabe voar. V. está trabalhando terrivelmente, vou até riscar meu cansaço, na Avenida. Uma coisa louca, insana. Pro site. Então, em determinada hora, de madrugada, perguntam se ela quer andar de bicicleta. Na Avenida. Não é a glória ou sou só deslumbre? Andar de bicicleta, mil metros, ela não quis. Porque a passarela é sagrada. Mas a graça é justamente essa. Ué.

:P




1.2.16



exausta saí de casa cedo fiz mil coisas não estou exagerando cheguei em casa no início da noite pra mim a noite começa às sete mas oficialmente não maior sol de 3 horas fiquei limpando a cozinha deixei brilhando como num comercial de tevê listei meus compromissos quase idênticos para amanhã depois arrumei a casa vestígios de viagem na mesa da sala deixo pra abrir mala de viagem semanas e semanas depois de voltar odeio rego as plantas estou exausta no último dia quando fui tirar uma foto do por do sol a saber azul amarelo laranjão e vermelho todos os mosquitos do mundo entraram na casa e trouxe alguns comigo como pode mas que saco meu deus não aguento mentira nada a reclamar muitíssimo a agradecer






Jennifer Lawrence.
(lindo)





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