Uma das coisas que eu queria mudar em mim - começou no Facebook e evolui quando o governo interino ilegítimo assumiu- é reclamar. Faço um esforço enorme, é tipo o que eu quero da vida. Parar. Mas não deixam. Esta semana, B. operou as orelhinhas no Hospital da Lagoa. Quando deram o primeiro corte ela sentiu dor. Antes que ela fizesse a mesma observação, o médico assistente falou: "Ih, acho que você esqueceu de dar a anestesia". Ela perguntou à B. se precisava. Bom, vamos passar para outro episódio, que aconteceu hoje. Ela estava se sentindo mal há alguns dia, enjoo e dores, e achou que poderia ser o apêndice. Foi à uma clínica, ficou no soro, mas como não havia ultrassonografia, e hoje é feriado, a médica escreveu uma carta pedindo ao Miguel Couto que fizesse. A médica do hospital falou que ela precisaria fazer outro exame de sangue, mesmo tendo acabado de fazer um. Ela fez. A médica voltou e disse que o sangue havia coagulado e ela precisava fazer outro. A enfermeira não conseguia pegar a veia e B. sentiu a agulha entrando no músculo do seu braço. Não quiseram fazer a ultrassonografia porque "não precisava". Mesmo com toda a insistência, a carta e tudo mais, a médica se recusou. B. voltou pra casa cheia de mini-bandeides nos braços e o casaco sujo de sangue.

Meu grau de intolerância está altíssimo, preciso ver isso.



(Houve um período em que Miguel Couto era um hospital padrão, quando era dirigido pelo Paulo Pinheiro. Até votei nele por causa disso.)


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Ah! Uma amiga da B., que mora na Baixada, disse não pode tomar banho para ir trabalhar porque usaram toda a água da região para encher as piscinas #olimpiada









Cena de Terra em Transe, via @marcopigossi