Assisti o debate à prefeitura de São Paulo*, porque no Rio já sei em que vou votar, Freixo, claro, e não tenho estômago para ver PP e Crivela. Não tinha visto nada até agora. Então fui conhecer melhor os candidatos paulistas. O debate foi o tradicional, com formato conservador, mas é o que temos. Fiquei bolada com a propaganda que a Erundina fez do Haddad, quando perguntou pra ele sobre os motoqueiros. Levantou a bola a chute. Adoro a Erundina, ela tem que estar no senado, é muito superior a todos os outros. Na minha opinião, é rainha.


O Haddad me deixou completamente apaixonada. Ele é tão o melhor. É tão gritante. Desculpe esse lance ianque, mas o Haddad é o cara mais próximo ao Giuliani. Acho que os prefeitos precisam ter essas duas coisas: ideologia de esquerda e a parte prática. No caso americano, ser um democrata. Gosto da prefeitura que mudou a Nova York de uma maneira extraordinária, pois era a primeira cidade do ranking das mais violentas do mundo. Eu estive lá. Não podia andar de metrô, a Times Square era sinistra, proibitiva. Ao mesmo tempo, o Giuliani usava saias. O máximo dos máximos. Quando uso a palavra moderna, lembro do Murilo Mendes: Só o futuro é moderno. Então Haddad é o que mais se parece com as prefeituras interessantes do mundo. Queria ser paulista nas eleições. O Haddad é marqueteiro, mas não é demagogo. E a gente gosta de ver ele tocando guitarra no Ibirapuera, testando o som; fazendo graffiti de Pato Donald ou cantando Bob Marley no violão.




*Os conservadores de São Paulo têm um nível altíssimo se comparados aos do Rio*. Se bem que estou falando isso visto de fora. (* pra você ver)





Acho legal o Haddad morar no Paraíso. Sou muito romântica.












foto @haddadtranquilao