Estava em frente à Estação Carioca e, claro, acabei comprando alguma coisa. No caso, Carlos Drummond de Andrade O Observador no escritório, da Record. Parecia nunca ter sido lido e tem quase 400 páginas, portanto custou dez reais. Já de volta, no metrô superfície, abri o livro e comecei a ler a introdução. No segundo parágrafo fui olhar de quem era o texto, sempre faço isso, acho que todo mundo. Quando li o nome, levei um susto estranho: Aécio Neves, governador de Minas. Imediatamente arranquei as três páginas e rasguei. As folhas saíram facilmente, como se estivem loucas pra isso, e o livro continuou novo, sem nenhum vestígio de que foi violentado. Porque ele foi violentado antes, eu apenas o salvei.