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Lar temporário Estava assistindo o debate e ouvindo daqui a Amora e o Tuíter chorando de carência. Motivo: vieram pra cá ontem e dormiram na mesma cama que a Bruna, amaram edredom, e ficaram de conchinha, com ela no meio. Enquanto estudava, ficava fazendo carinho nos dois. O dia inteiro. De noite ela foi embora,


----porque amanhã, o certo seria dizer hoje, uma e dez, mas não sou dessas. Mesmo assim já mando beijos----




Então ficam com cara de vítima no colchão do Gabriel (coitado do Gabriel) olhando pra mim e chorando. Eu virei a má. A que não pode, a que não coloca em cima da cama, pois eles não conseguem subir e ficam horas tentando. Não quero ficar muito junto deles porque já estou apaixonada. E quero que sejam adotados. Se eu morasse em casa, ficaria com os dois -  com a benção do Xerife, Saravá.





Estava assistindo o debate, e ouvindo os dois chorando no quarto do Francisco, que está viajando. De repente resolvi fazer um carinho, já que tamanha carência me sensibilizou. Que nada. Estavam entalados dentro do forro da cama. Nem vou entrar em detalhes. O Tuíter, pretinho de manchinhas brancas, muito lindo e charmoso. colocava a cabeça e um pouco das patas pra fora e eu ia puxando - muitas tentativas para pegá-lo - ele reclamava da rápida dor, mas queria sair dali. Foi fácil, ele é magrinho*. Daí pulou no meu colo e começou a me beijar e abraçar e tivemos instantes de puro amor.



Mas a Amora, caramelo, linda demais, é mais gordinha e não passava de jeito nenhum. Eu levantava a cama, que deve pesar dez quilos, pra ela se mandar e nada. Quando eu olho, está dentro de outra parte do forro, e depois outra, com a rapidez de desenho animado. Fiquei só ouvindo o debate lá de dentro. Eu puxava a cachorrinha, e ela reclamava, com razão. Mas quem entra sai. Até que consegui. Ela se jogou em cima de mim, me agarrou e inclusive beijou na boca, coisa que tranquilamente abriria mão. E ficou no meu colo, enroscada. Como ele tinha ficado também. Outro instante de amor profundo.

Os dois foram para o colchãozinho no chão, quietos. Agora eu fui olhar o silêncio. Eles estão dormindo. Debaixo da cama.





* Eles são tão rápidos que tirei uma série de fotos no sofá, e depois quando fui ver em uma das fotos só tinha o sofá.

*na verdade, nem o Tuíter é magro demais, nem a Amora é gordinha.


* Nunca tinha visto cachorrinhos bebês irmãos juntos. É tão lindo. Eles ficam "brigando", rolando, mordendo orelha, são muito companheiros, e onde o Tuíter vai, a Amora vai atrás. Ela imita ele. As coisas erradas que ele faz.


*Faço questão de dizer que filhotes de 4 meses não são um mar de rosas, dão muito trabalho, bastante, mas é totalmente compensado. A intensidade de Amor que eles têm é incrível. Quero que sejam adotados logo para não se apegarem mais ainda, alguns cachorros acabam só podendo ser adotados em dupla. Não estou fazendo propaganda. Como me ensinou a Terla - entre dezenas de outras coisas - a pressa é inimiga da adoção.


*Eles são adoráveis. Antes eu ia dizer de mentira, para que as pessoas adotassem. Mas depois da experiência que tive - o lance de tirar de debaixo da cama-, foi como tomar um jato de amor incondicional. Sério.