Ulisses Mattos
42 min · Rio de Janeiro ·



A política é essencial para o mundo, mas nos torna todos uns chatos no Facebook. Chatos e desrespeitosos. Até na hora de fazermos piadinhas pra relaxar, estamos sendo meio escrotos com algum amigo, parente ou colega.
E eu me incluo nessa análise. Fico chamando de coxinha o paulista que elegeu um milionário em primeiro turno, sem me importar que pode ser alguém de quem gosto, e que fique aborrecido comigo tanto quanto fico quando colegas me têm como bobinho universitário de DCE por querer Freixo prefeito no Rio. Pra machucar o outro, basta sem simplista. E somos todos.
Tenho saudade da época em que eu não sabia em quem meus colegas votavam, só conhecia a orientação política da família e dos amigos próximos. Era mais fácil lidar com os outros nos dias seguintes aos das eleições.
Há quem ache que o Facebook ajuda no processo político, mas estudos indicam que é raro mudar de orientação política apenas lendo o post de alguém que é contrário ao que você pensa. Então a gente fica aqui só transformando essa plataforma num poço de mágoas.
O voto de que me arrependo mais foi o que dei para o sucesso do empreendimento do Zuckerberg.