@Para lá de Marrakesh
Masai — em  Ngorongoro











Em Uganda, o presidente estuprou a filha da mulher e depois foi tomar um banho de chuveiro pra evitar Aids. (estupro + ignorância) Num outro país, o presidente ficou sentado numa cadeira no meio da rua, atrapalhando o tráfego, para mostrar que ele que manda. Clarinha contou coisas incríveis. Após o massacre de Ruanda, uma pessoa é vizinha da outra que estuprou a filha dele. O outro tem que conviver com um cara que matou sua família inteira. Minha filha perguntou a um dos moradores como conseguiram perdoar. Ele disse: "A gente perdoou, mas não no coração". Tudo leva a crer que haverá uma guerra entre as vítimas e os torturadores. Fiquei muito bolada mesmo: tem as pirâmides, e pertinho, prédios e Pizza Hut. Não sabia mesmo. E não há uma vigilância rígida. As pirâmides deveriam ser protegidas por aqueles soldadinhos do palácio da Inglaterra. Mas eles não tomam conta direito, tanto que o Alain pegou uma pedrinha pra mim. Clarinha trouxe água do rio Nilo, bebi um gole, gosto de terra, achei delícia. Logo que chegou na África se alojou numa pensão, alguma coisa assim, só de negros. O casal super mal visto. Um deles deu um toque: "Não tenha nada a ver vocês ficarem aqui". Tipo conselho de amigo. Em outros países os negros levantam para os brancos sentarem porque se julgam inferiores. (O mundo, essa bola estúpida).


Coisas que ela fez que eu considero as melhores:

- nadar no Nilo
- ver as pirâmides
- posar ao lado da placa Trópico de Capricórnio
- ficar de noite no deserto, iluminado pela lua e as estrelas
- ver um leão
- escrever na areia do Saara

Eles passaram alguns perigos, mas ela voltou apaixonada por tudo. Uma das coisas que ela mais gostou foi ter visto o leão.


Lamentou não ter visto os gorilas, porque custava 600 dólares por pessoa.
Eu nunca iria. Medo.