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Minha vida com o Ziraldo  Bye, bye, Jô

Estava vendo o Ziraldo no Jô Soares, a última das 14 426 entrevistas do programa. Ele está com 85 anos, fiquei pasma. Muito bom.  Sei separar artista de vida pessoal, ou então meu diretor predileto não seria o Woody Allen, e às vezes até das suas orientações políticas. A gente sempre falou mal do Jô: fala mais do que o entrevistado - não consegui ver a última entrevista inteira do Roberto Carlos, por isso - Jô é exibido, Jó é vaidoso, Jô é tucano, Jô interrompe as pessoas (Não querendo interromper, mas já interrompendo), mas pra mim tudo bem.


Gostava de saber que ele estava lá, para caso de emergência, até. Gosto bastante de entrevistas e, às vezes, quando já tinha visto todas, pensava: "Ah, vou ver o que tem no Jô". Assistindo a do Ziraldo, acho que o Jô pode ter déficit de atenção. Bom, enfim, eu vou sentir falta do Jô. Minhas entrevistas prediletas foram: Amy Irving; e as amigas Lolita Rodrigues, Nair Bello e Hebe. Tim Maia, Zeca Pagodinho. Ri muito nesses 28 anos. O gago etc. Vou sentir falta do Alex, do Derico, do Bira.


Talvez a gente tenha um pouco de dificuldade de lidar com brasileiros vitoriosos. Por exemplo, o Pelé. Porque ele disse coisas erradas nos momentos errados. Mas, bicho, o cara foi o maior jogador de futebol do mundo, no campo conseguia prestar atenção no que estava acontecendo na frente e dos lados. Mas o Garrincha que é legal, o Erasmo é que é legal. Curioso isso.






Daqui a pouco a gente volta.