Últimas notícias Não tenho condições psicológicas de acompanhar o noticiário, através de sites ou redes sociais. Não quero ficar deprimida, estou completamente instável. Ontem tive crise de choro por motivo de: acúmulo de estresse. Perdi a carteira que a Clarinha me deu. Caiu no táxi, presumo. Senti uma pontada. Não sofro quando perco coisas materiais, fico chateada e fim.


Lembro uma vez, estava na praia da Joatinga com ZA e um casal de amigos. A onda arrastou as sandálias dela, aquelas de plástico cor de Coca-Cola, que foi muito moda. Eu tive uma três. Cadê a furta cor? Sumiu. Escolhi uma branca, e Gabriel disse: "Escolhe essa aqui". Foi a única experiência que tive de um homem dar palpite em alguma compra assim. Achei sexy.

Então a onda levou, e ela começou a chorar, ficou aos prantos, achei impressionante tanto exagero. Mas minha carteira não era um bem material, mas imaterial.


Precisei cancelar cartão, ir ao Detran para nova identidade - tenho que agendar no site - disse a moça. Fique mais de um mês tentando religar a Claro. Precisa sair do meu bairro e ir até o escritório na Gávea para ligar de um fixo. Depois que me toquei que NÃO VOU CONTAR MINHA SAGA. Nem eu mesma aguento.


Afogada em burocracias. Dr. O. falou que essas coisas deixam qualquer um chateado, mas para o bipolar é exasperante. Coloquei app que avisa que devo beber água de tanto e tanto tempo. Vamos acompanhar.


A casa ainda não pode ser arrumada, então os livros estão espalhados, nada está no lugar, faltam 4 etapas para acabar. Mimimis com motivo. #chatiada


Na Receita Federal você é imediatamente mal tratado. "Vocês nos tratam como se fôssemos criminosos, até prova em contrário. Sou uma contribuinte!" - falei em tom alto. A funcionária menos má me ensinou o caminho das pedras.



-----

Sinto muito por dona Marisa, que ela descanse em paz.




Ilustração @nanfonseca