Quinta
Almocinho em família. Melhor amiga trouxe geleia de figo portuguesa: amo. Mais gostosa do que essa só o da Bicicleta. Angela S. está off e só consegue falar pelo método retrô: telefone fixo. Amanhã, burocracias no Centro. Depois vou ver Ana César. Catando em caixas de fotos que não são minhas alguma coisa pro #tbt do Instagram. Ando mais por lá. Não acho. Sono. Quero achar fotos do meu pai. Eternamente orfã, mesmo adulta. A faxineira veio e a casa brilha: limpa até o teto.

Pedi pra minha tia contar coisas sobre o meu pai e minha mãe. Ela nunca lembra de nada. Contou uma história que eu só conhecia até o tapa. Cenário: Barão do Amparo, sítio da minha avó paterna. Minha mãe e sua irmã conversam no quarto. Meu tio entra e diz pra mulher ajudar na limpeza da casa. Minha mãe lhe diz poucas e boas. Dá um tapa na cara dele (a-do-ro). Meu pai, para minha surpresa, fica do lado do cunhado. Furiosa, minha mãe pega a bolsa e vai embora. Como mãe teve defeitos complicados (superproteção, mais do que a mãe do Ziraldo). Mas como mulher era incrível demais.






Escrevo mais para o blog não ficar desamparado.