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Ao meu lado, na sala de espera do consultório da dermatologista, um homem muito atraente, que já deve ter ouvido milhares de  vezes que é a cara do Richard Gere. Está esperando pela filha que também tem consulta marcada. Parece ter uns 46 anos, e mora no Leme. Conta que é policial do exército, da experiência de passar oito meses no Haiti, e uma temporada em Moçambique. Tem paixão pelo trabalho e por formar recrutas. A conversa acaba caindo em política, e ele diz que gostaria que o Bolsonaro fosse o próximo presidente do país. "Mas ele é um boçal" - eu digo. Ele diz que estou enganada. "O problema dele é a dificuldade de comunicação". Falo que o Bolsonaro é reacionário, e o bonitão diz que isso é o de menos, o importante é que ele é "positivista". O papo muda para como é difícil estacionar um carro quando chega sua (linda) mulher e a filha pequena.



Foi isso.