cartier bresson, 1955









"No início de 1978, Caetano Veloso encontrou Roberto Carlos por acaso em um dos corredores da TV Globo. No momento em que o abraçava, Roberto comentou que Caetano estava um garotão bonito, como se o tempo não passasse para ele. 'Você também, Roberto, está muito bem', retribuiu Caetano. 'É, bicho, artista nunca envelhece', disse-lhe Roberto Carlos.

Caetano Veloso ficou com essa frase na cabeça e a partir dela compôs a canção “Força Estranha”, que tem em uma das estrofes os versos: 'Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista/ o tempo não pára e, no entanto, ele nunca envelhece...'. Enquanto compunha a canção, Caetano Veloso já pensava na voz de Roberto Carlos cantando aquelas palavras.

Tão logo a concluiu, gravou-a ao violão numa fita cassete e mandou para Roberto Carlos. O cantor ouviu com atenção e gostou, mas pediu uma mudança. Ele ficou incomodado com a palavra 'estranha', que para ele remetia a alguma coisa negativa. Em casos assim, ele geralmente pede ao autor para trocar a palavra. Entretanto, no caso de 'Força Estranha', a mudança da palavra não era tão simples, pois iria desfigurar a canção a partir do próprio título. O cantor então acrescentou o "no ar" para aquela 'força estranha' ficar mais leve, ficar para fora, não ficar com ele."









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