Já contei,  peguei todos os meus diários, rasguei as partes de mimimi, a maioria,  e  também vou-fazer-isso-vou-fazer aquilo ---- factóides. Estou copiando só as partes importantes, mais para registro, em um caderno só. Escrevi isso e esqueci porquê. E o Sr. Carson? Não tenho palavras para exprimir meu amor.


Ah, sim, minha vida era agitadíssima, na hipomania, óbvio, e teve uma vez que estávamos na casa da Cris, na Vieira Souto, descemos para o calçadão, um daqueles bancos, conversando. Então vieram os garçons embecados servindo champanhe. Parecia Downton Abbey. Que tal? Toda hora ia chegando gente pra dar um oi ou conversar um pouco, lembro de um jornalista famoso, um fotógrafo, e artistas de televisão.

Depois fomos na casa de X, vizinho, vendedor de armas. Um pequeno Renoir na entrada. Casa linda. Fomos buscar a mulher dele, pirada como todas nós, debaixo de um monte de cobertas no sofá, Lexotan. Cortinas escuras escondendo a paisagem bárbara. Eu fiquei olhando para a mesa de centro. Linda, enorme, cheia de livros, revistas, jornais. Por fim ela aceitou ir pra praia. Louca de pedra. Muitos de nós mergulhamos no mar, eu fui uma.