Sábado. Fico olhando pro céu. Uma águia. Uma amendoeira imensa, do tamanho de um edifício de muitos andares. Adoro amendoeiras porque lembram a minha infância. As ruas cobertas de folhas. Íamos para a casa de quem? Outro trajeto: cobertura da tia Oca, em Ipanema. Eu me debruçava metade do corpo. Isso fez com que meu irmão e eu, no futuro, ficássemos com medo de altura. Os dias têm sido tão perfeitos, não me lembro de dias mais agradáveis: a temperatura correta, o sol de inverno. C. diz que precisamos passar uma tarde inteira na praia. Quando desligo, lembro que perdi o biquíni. Faço antiginástica, leio, alongamento. Mas muito pouco de cada. Fico mais olhando para o céu mesmo.