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Espalho a maquiagem e os colares, anéis, brincos, cremes, propositalmente. Penso que nunca tive um banheiro com uma bancada tão grande, com exceção de Brasília, mas não conta. Nem que fosse de ouro adiantaria alguma coisa. Na edição revisitada-ampliada-revisada do meu livro, que a Rocco propôs publicar em 2019, mas precisei declinar devido a lonjura, pergunto ao  Olavo se existem depressões mais dolorosas do que outras, já que não consigo imaginar dor maior do que eu sentia.  Olavo fala que a dor da depressão química não é mais intensa em algumas pessoas do que em outras. A diferença é que existem pessoas que tem, exemplo, pedra nos rins, e toleram mais do que outras. Não sei porque estou falando isso. Senti muita compaixão pela Sinéad e o vídeo me pareceu um aviso de suicídio. Ninguém pode imaginar o que se sente, ninguém mesmo.