1962 - Outubro, 8 - Guimarães Rosa, recém-chegado de Munique, mostra-se aborrecido com uma nova na seção literária do Correio da Manhã sobre o seu novo livro, Primeiras Estórias. O jornalista, usando frases soltas do texto, encarece a necessidade de um autor explicar seus escritos. Rosa reage:
- Por que fazer prefácio para meus contos? O padeiro faz prefácio para o pão, ao vendê-lo? A Coca-Cola tem prefácio?
Depois, variando o assunto:
- Quando a gente morre, o espírito se transforma de instrumento em orquestra.

(Diário de Drummond de Andrade - O observador no escritório)



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